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Começa a maior maratona de filmes franceses do país: Festival Varilux de Cinema Francês

EDIÇÃO 2023 TEM INÍCIO NESTA QUINTA-FEIRA, 9, EXIBINDO 19 LONGAS-METRAGENS EM MAIS DE 50 CIDADES E EM 94 SALAS DE CINEMAS


Cena de “O Renascimento”, de Rémi Bezançon (divulgação Festival Varilux)
Cena de “O Renascimento”, de Rémi Bezançon (divulgação Festival Varilux)

A 14ª edição do Festival Varilux de Cinema Francês ocupa 54 cidades do norte ao sul do país, nas capitais e cidades de maior e menor porte a partir de amanhã, dia 9. O que há de melhor e mais recente da filmografia francesa integra a programação do evento, entre 9 e 22 de novembro. São 19 longas-metragens recentes, alguns premiados ou integrantes de festivais mundo afora, mas sempre aplaudidos por público e crítica.

O Festival Varilux tem filmes para todos os gostos: animação, drama, comédia, suspense e romance. A programação traz películas recentes - a maioria inédita no país - que integraram e foram premiadas em festivais como Cannes, Toronto e Biarritz. Ícone do cinema francês, a atriz Brigitte Bardot inspira essa edição que exibe - em algumas cidades - dois clássicos nos quais foi protagonista: “E Deus criou a Mulher”, de Roger Vadim, e “O Desprezo”, de Jea-Luc Godard. “Brigitte Bardot”, minissérie biográfica em seis episódios protagonizada pela jovem atriz franco-argentina, Julia de Nunez, também integra a programação e foi exibida em São Paulo e no Rio de Janeiro, antes do início do festival. Mas em breve, o público de todo o Brasil poderá assistir. Uma delegação artística formada por atores e diretores participa de sessões com o público em São Paulo e no Rio de Janeiro.

“O festival Varilux continua sendo a ferramenta mais estratégica para manter viva a paixão do público brasileiro pelos filmes franceses. Os espectadores sempre receberam com entusiasmo nossa programação e aguardam com ansiedade as datas do festival. O papel do Varilux é promover o cinema francês em todo o país e apoiar o trabalho dos distribuidores locais. A queda na audiência média das produções brasileiras e estrangeiras nos cinemas é estimada em 80% em 2023. Todos nós, que atuamos no audiovisual, trabalhamos para reverter esses números", enfatizam os diretores e curadores do festival, Christian e Emmanuelle Boudier.

A DELEGAÇÃO

Assim como em outras edições, uma delegação artística, formada por diretores e atores franceses, estará presente nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro para participar de debates com o público em algumas sessões. Entre os convidados estão a jovem atriz Julia de Nunez, que vem falar sobre seu papel em Brigitte Bardot, série biográfica de grande sucesso na TV francesa sobre a musa do cinema francês. Também ator, Stefan Crepon, indicado ao César de Melhor Ator Revelação pela atuação em Peter Von Kant (François Ozon) exibido no ano passado, estará ao lado do diretor Cédric Kahn. Eles vão apresentar o drama “Making Of”. Premiado, Kahn já dirigiu astros do cinema francês, entre eles, Catherine Deneuve, Vincent Macaigne e Emmanuelle Bercot.

Com 37 anos de experiência no mercado audiovisual, o diretor Bruno Chiche vem apresentar o longa “Maestro(s)”. Já a diretora Anna Novion traz o drama “O Desafio de Marguerite”, filme apresentado na Sessão Especial do Festival de Cannes de 2023 e destaque na 1ª edição do Festival Internacional de Cinema de Biarritz. Outra convidada, Baya Kasmi mostrará a comédia “O Livro da Discórdia”. A diretora e roteirista já conquistou o César de Melhor Roteiro Original por um filme inspirado em sua própria vida.

Diretor de “O Renascimento”, Rémi Bezançon também integra a delegação. Ele já marcou presença no festival, em 2019, através do filme “O Mistério de Henri Pick”, com Fabrice Luchini e Camille Cottin. Com vários prêmios por sua trajetória profissional, Nicolas Giraud traz “O Astronauta, produção da qual é diretor e ator.

A SELEÇÃO DE FILMES


Destaques

Entre as produções, destaque para a Palma de Ouro no último Festival de Cinema de Cannes, “Anatomia de uma Queda”, de Justine Triet. Aclamado pela crítica, o longa mostra a investigação de uma morte em circunstâncias suspeitas e tem como protagonista a atriz Sandra Hüller, vencedora do Urso de Prata da melhor atriz para sua atuação no filme “Requiem” em 2006.

Já “Making Of”, de Cédric Kahn, conta uma filmagem que sai dos trilhos, cheia de ideias, sentimentos e surpresas. No elenco, os atores Jonathan Cohen, Denis Podalydès e Stefan Crepon. Graças ao festival, o filme poderá ser assistido no Brasil antes da França, onde está programado somente para janeiro de 2024.

No papel de um casal que se muda para uma aldeia galega para se conectar à natureza, os franceses Denis Ménochet, Marina Fois protagonizam “As Bestas”, sob a direção do espanhol Rodrigo Sorogoyen - o longa foi apresentado na mostra Première no Festival de Cannes de 2022 e recebeu Prêmios Goya e Prêmios CEC em 2023 de Melhor Diretor, Melhor Roteiro Original e Melhor Filme 2022.

Integrante da competição oficial de Cannes desse ano, “Culpa e Desejo” marca o retorno de Catherine Breillat, após uma pausa de dez anos na direção (seu filme anterior, “Uma Relação Delicada”, com Isabelle Huppert” foi realizado em 2013). O drama conta com Léa Drucker no papel principal e a trama mergulha na intimidade provocante e erótica, tendo como pano de fundo um escândalo familiar.

Terceiro longa-metragem de Anna Novion, “O Desafio de Marguerite” estreou na seção de exibições especiais do Festival de Cannes 2023 e também foi destaque na 1ª edição do Festival Internacional de Cinema de Biarritz. Estrelado por Ella Rumpf, acompanha a saga de uma jovem que atua na matemática de alto nível, mas decide dar uma guinada e começar tudo de novo.

Outros filmes da seleção

“A Musa de Bonnard”, de Martin Provost, narra a vida do pintor francês Pierre Bonnard e de sua esposa, Marthe de Méligny ao longo de cinco décadas, com Vincent Macaigne e Cécile de France nos papeis principais.

Estrelado por Benjamin Voisin - que integrou a delegação artística do festival em 2021 com Ilusões Perdidas - o drama “Alma Gêmeas”, de André Téchiné, acompanha a recuperação de um tenente francês, sob a cuidadosa vigilância de sua preocupada irmã Jeanne. Mas, estranhamente, ele não parece muito ansioso para se reconciliar com quem era.

Sob a direção de Christian Carion, “Conduzindo Madeleine” acompanha todo o envolvimento emocional de um taxista, um tanto desiludido, ao conhecer uma idosa durante uma viagem. Em 2022, o longa abriu o Festival de Cinema Francófono de Angoulême e esteve no Festival Internacional de Cinema de Toronto.

Realizador de sucessos da cinematografia contemporânea, com longas indicados a vários prêmios César, o diretor Emmanuel Mouret marca presença no evento com “Crônica de Uma Relação Passageira”, apresentado na mostra Première no Festival de Cannes de 2022 e que recebeu críticas entusiastas da mídia especializada, desde sua estreia no mercado europeu.

Estrelado por Karin Viard, que já esteve muitas vezes em cartaz no Varilux ao longo de outras edições, o drama “Dirface Divino”, de Virginie Sauveur, narra a saga de Charlotte que, após descobrir que o falecido padre da paróquia, na verdade era uma mulher e praticava sua vocação por anos sem que ninguém suspeitasse, decide iniciar uma investigação em meio à comunidade.

Com direção de Bruno Chiche, os atores Pierre Arditi e Yvan Attal atuam juntos em “Maestro(s)”, interpretando pai e filho. São dois talentos da música clássica no cenário francês contemporâneo, mas que se encontram numa situação delicada e precisam resolver um impasse.

Em tempos difíceis de guerra, “Memórias de Paris” mergulha no mundo dos sobreviventes de um ataque terrorista em um bistrô parisiense e a sua luta para reconstruir a sua existência e enfrentar novamente a vida cotidiana. O longa conta com a atuação dos astros Virginie Efira e Benoît Magimel e direção de Alice Winocour, que faz sua estreia no Varilux.

Remake de “O Brinquedo”, comédia francesa de 1976, o longa “Meu Novo Brinquedo”, dirigido por James Huth, traz Daniel Auteuil na pele do homem mais rico da França que, ao abrir a seção de brinquedos de sua loja, comunica ao seu mimado filho que ele pode escolher o que mais desejar como presente de aniversário. E o garoto escolhe como seu novo brinquedo Samy – interpretado pelo famoso cômico francês Jamel Debbouze - o vigia da loja.

“O Astronauta”, novo filme de Nicolas Giraud, dá aos espectadores uma tentadora visão interna sobre a indústria espacial. Além da direção, Giraud também interpreta o personagem central, um engenheiro de aeronáutica que se dedica por anos a um projeto secreto.

Com direção de Baya Kasmi, na comédia “O Livro da Discórdia”, Youssef Salem escreve um romance parcialmente autobiográfico inspirado em sua juventude e, em particular, nos tabus que rodeiam a sexualidade no ambiente onde cresceu. Porém, o livro causa uma certa tensão familiar e ele precisará manter a união de todos.

O longa “O Renascimento”, do cineasta Rémi Bezançon, apresenta uma história de amizade pouco comum e cheia de reviravoltas entre um pintor em plena crise existencial e um galerista – dois homens que sempre foram amigos e que, apesar de todos os contratempos, são unidos pelo amor à arte.

Depois de conquistar o Teddy Award no Festival de Berlim e o Prêmio Especial do Júri da mostra Encounters, “Orlando, minha biografia política”, de Paul B. Preciado, integra essa edição. O filme é uma adaptação de uma das obras mais conceituadas da escritora Virgínia Woolf, ‘Orlando’, de 1928. Esse “docu-ficção” convoca um teste de elenco de 25 pessoas, todas trans e não binárias, para interpretar a personagem fictícia de Woolf, enquanto narram as suas próprias vidas.

Com direção de Sébastien Tulard, a comédia “Sob as Estrelas” acompanha a saga de Yazid, menino do subúrbio, cujo maior sonho é trabalhar com os maiores confeiteiros e se tornar o melhor.

A animação “A Viagem de Ernesto e Celestine”, codirigida por Julien Chheng e Jean-Christophe Roger, traz as aventuras do ratinho e do urso músicos, desta vez num mundo onde todas as formas de música – e com ela a felicidade - foram proibidas há muitos anos.

OS CLÁSSICOS

Inspiração da edição 2023 do festival e uma das mais aclamadas atrizes do cinema francês, Brigitte Bardot será reverenciada nos dois Clássicos exibidos que são protagonizados por ela. “E Deus Criou a Mulher”, com filmagens em 1956, sob a direção de Roger Vadim - na época casado com a atriz, que iniciava sua carreira emblemática e tornou-se um mito e um símbolo sexual global - uma estrela mediática, um emblema da emancipação das mulheres. Uma jovem que é ao mesmo tempo modelo e demônio, uma ingênua livre e provocadora, um símbolo de feminilidade e da liberdade sexual.

E “O Desprezo”, de Jean-Luc Godard, drama de 1963 – filme francês com a sétima maior bilheteria daquele ano, sendo recorde do próprio diretor. E, aclamado pela crítica e considerado um dos melhores filmes de Godard e da Nouvelle Vague, é então considerado um clássico devido às suas repercussões no âmbito do audiovisual e no cenário político, em sua época de lançamento até os dias de hoje. A exibição dos clássicos se dará em algumas cidades.

A SÉRIE

Exibida gratuitamente em alguns cinemas de São Paulo e Rio de Janeiro, no final de semana anterior ao início do festival, a série “Brigitte Bardot” foi o ‘esquenta’ para a maratona francesa. Inédita no país, a produção terá os seis episódios de 52 minutos disponibilizados gratuitamente no streaming pelo site do festival - a partir de 22 de novembro.

Durante um mês, o público de todo país poderá assistir uma obra de grande sucesso da TV francesa em 2023 e que narra a ascensão da atriz na França do pós-guerra, entre 1949 e 1959 – dos seus 15 até os 25, desde a sua educação rigorosa até quando se transforma numa femme fatale, rumo ao estrelato internacional. Codirigida por Danièle e Chistopher Thompson, a série estreou com sucesso na TV francesa em 2023 e um dos destaques foi a caracterização de Julia de Nuniz por sua semelhança com Bardot. O elenco principal conta ainda com Victor Belmondo, Hippolyte Girardot e Géraldine Pailhas.

AS CIDADES

Até dia 8 de novembro já estavam confirmadas 50 cidades e 94 cinemas participantes desta edição do Festival Varilux. As cidades são: Afogados de Ingazeira (PE), Aracaju (SE), Araraquara (SP), Balneário Camboriú (SC), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Botucatu (SP), Belém (PA), Brasília (DF), Campinas(SP), Campo Grande (MS), Campos dos Goytacazes (RJ), Caxias do Sul (RS), Cotia (SP), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Granja Vianna (SP), Indaiatuba (SP), Itaipava (RJ), João Pessoa(PB), Juiz de Fora (MG), Jundiaí (SP), Londrina (PR), Macaé (RJ), Maceió (AL), Manaus (AM), Maringá (PR), Natal (RN), Niterói (RJ), Nova Friburgo (RJ), Palmares (PE), Palmas (TO), Pelotas (RS), Petrópolis (RJ), Poços de Caldas (MG), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP), Rio Branco (AC), Rio De Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), São Carlos (SP), São José Dos Campos (SP), São Luís (MA), São Paulo (SP), Teresina (PI), Triunfo (PE), Vitória (ES) e Volta Redonda (RJ).

A lista de cidades e de cinemas participantes será continuamente atualizada no site do festival: AQUI. O valor do ingresso é o já cobrado por cada exibidor.

O Festival Varilux de Cinema Francês é realizado pela produtora Bonfilm e tem como patrocinadores principais a Essilor/Varilux, a Pernod Ricard/Lillet e a Transportadora Associada de Gás (TAG), além do Ministério da Cultura, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros importantes são as unidades das Alianças Francesas em todo Brasil, a Embaixada da França no Brasil, as empresas Air France, Grupo Accor (Fairmont) além das distribuidoras dos filmes: A2, Belas Artes-Pandora, Bonfilm, California Filmes, Diamond Films, Filmes Do Estação, Mares Filmes, Synapse e Zeta Filmes, os exibidores de cinema independente/de arte e as grandes redes de cinema comercial.

Sobre a Bonfilm

Além de distribuidora de filmes, a Bonfilm é realizadora do Festival Varilux de Cinema Francês que, nos últimos 13 anos, promoveu mais de 35 mil sessões nos cinemas e somou um público de mais de um 1,1 mil espectadores. Desde 2015, a Bonfilm organiza também o festival Ópera na Tela, evento que exibe filmes de récitas líricas em uma tenda montada ao ar livre no Rio de Janeiro, e que já teve uma edição em São Paulo, além de cinemas de todo Brasil.

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