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Crítica | Protocolo de Extermínio (Onslaught), 2026

há 2 horas
2 min de leitura

crítica por Alexandre Salazar

estreou nos cinemas dia 1 de outubro distribuído pela Diamond Films

Dirigido por Adam Wingard, roteirizado por Simon Barrett e Adam Wingard com Adria Arjona, Dan Stevens, Eric Wareheim, Reginald VelJohnson, Michael Biehn, Blake Kennedy e Alex Pereira Poatan

Protocolo de Extermínio (Onslaught), 2026
Protocolo de Extermínio (Onslaught), 2026

A premissa é simples: um cientista trabalha na criação de super-soldados por meio de um projeto experimental. Durante um teste de campo, três deles acabam saindo de controle e dizimam praticamente todos os envolvidos no projeto. Agora, as criaturas estão soltas, e cabe a quem cruzar o caminho delas tentar sobreviver.


É justamente nessa simplicidade que Adam Wingard encontra sua principal força. Sem perder tempo com grandes explicações, o diretor aposta no entretenimento e constrói uma espécie de homenagem ao cinema de ação e horror oitentista.


A trilha eletrônica, a violência gráfica e o visual exagerado dos personagens ajudam a criar uma atmosfera deliberadamente nostálgica, como se o filme tivesse sido concebido para resgatar uma

época em que a própria lógica da narrativa podia ser secundária diante de uma boa sequência de ação.

Protocolo de Extermínio (Onslaught), 2026
Protocolo de Extermínio (Onslaught), 2026

A história acompanha principalmente Celeste (Adria Arjona) e sua filha Daisy (Blake Kennedy), que acabam cruzando o caminho dos super-soldados. A relação entre as duas funciona como o principal elemento emocional da trama, enquanto a ameaça serve como combustível para uma sucessão de perseguições, confrontos e momentos de violência.


O problema é que essa economia narrativa também cobra seu preço. O núcleo de

personagens secundários é pouco desenvolvido: Wingard introduz figuras que parecem importantes, mas rapidamente as abandona sem lhes dar tempo suficiente para adquirir personalidade ou relevância dentro da história.

Protocolo de Extermínio (Onslaught), 2026
Protocolo de Extermínio (Onslaught), 2026

É o caso de Hans Kammler (Dan Stevens), cujo visual excêntrico e presença remetem imediatamente ao arquétipo do cientista maluco dos filmes de ficção científica e horror, mas que acaba sendo descartado cedo demais.


Há ainda elementos visuais e temáticos, como a estética próxima do BDSM, que parecem sugerir uma construção mais elaborada para esses personagens, mas permanecem pouco explorados.


Como fã de Alex Pereira o Poatan no MMA, foi divertido vê-lo em cena, ainda que sua participação seja praticamente uma ponta. Ele tem pouquíssimo tempo de tela e nenhuma fala, servindo mais pela presença e pelo reconhecimento do lutador do que por qualquer construção de personagem.

Protocolo de Extermínio (Onslaught), 2026
Protocolo de Extermínio (Onslaught), 2026

Essa sensação se estende ao próprio universo do filme. Wingard parece muito mais interessado em apresentar imagens, criaturas e situações capazes de provocar uma reação imediata do que em explicar de onde elas vieram ou desenvolver as possibilidades sugeridas pela premissa. Isso não necessariamente compromete a diversão, mas faz com que Protocolo de Extermínio pareça, em alguns momentos, um filme cheio de ideias que prefere abandoná-las antes de descobrir até onde poderiam chegar.


O elenco também conta com Rebecca Hall (“Vicky Cristina Barcelona”), Drew Starkey (“Outer Banks”), Eric Wareheim (“Tim and Eric's Bedtime Stories”), Reginald VelJohnson (“Duro de Matar”) e Michael Biehn (“O Exterminador do Futuro”).



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