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  • Foto do escritorLagoaNerd/Karen

Nova série de Susanna Lira, Pecados Revelados expõe casos de abusos cometidos por líderes religiosos

Primeira temporada estreia dia 6, no GNT, e traz especialistas e vítimas de casos famosos como o de João de Deus e o do padre Pedro Leandro


Susanna Lira no set com a psicóloga Maria do Carmo dos Santos
Susanna Lira no set com a psicóloga Maria do Carmo dos Santos

Nos últimos anos, a polícia recebeu mais de 450 denúncias de violações por lideranças religiosas. Deste total, mais de um terço dos casos envolve denúncias sexuais. Padres, pastores, pais de santo, gurus e mestres espirituais se aproveitam das vulnerabilidades para praticar atos de agressão e abuso em diferentes níveis. Este é o tema da nova série de Susanna Lira, "Pecados Revelados", que vai se debruçar, investigar e refletir sobre essa realidade através de cinco episódios de 30 minutos na primeira temporada, que estreia no dia 6 de novembro, no GNT, após o "Papo de Segunda".

"Nós fizemos um profundo estudo sobre o "modus operandi" desses abusadores e chegamos a conclusão que não existe um perfil de vítima específico, qualquer um de nós, em um momento de vulnerabilidade, pode passar por um abuso", diz Susanna.

Na série, vão ser abordados casos emblemáticos com opiniões de promotores, advogados, jornalistas e especialistas como Maria do Carmo dos Santos, psicóloga e diretora do Coame (Movimento Combate ao Abuso no Meio Espiritual). São escândalos como o do médium João de Deus e o de André Lanzoni, o dono da segunda maior pena conhecida por crimes sexuais no meio religioso. Na sentença, em primeira instância, ele foi condenado a 52 anos e seis meses, além de ter de pagar uma indenização no valor de R$ 150.000,00, para cada uma das sete vítimas.

"Pela primeira vez uma série reuniu tantos profissionais do meio jurídico e psicológico para dar conta da complexidade que é abordar um tema como esse", afirma a diretora.

Outro que ganhou as manchetes foi o padre Pedro Leandro, considerado um dos maiores escândalos da história recente da Igreja Católica brasileira. O episódio é conduzido por duas de suas vítimas, Kamilla e Leandro, na época, menores de idade. Eles contam a trama que começou a ser revelada em 2018, quando uma advogada e um produtor audiovisual enviaram, ao Vaticano, um dossiê de 68 páginas a respeito de diversos abusos de menores cometidos pelo pároco.

"O público vai encontrar depoimentos de vítimas extremamente corajosas que enfrentaram medos e ameaças para denunciar seus algozes. E temos seis atrizes interpretando vítimas anônimas", diz Susanna.

Também é impactante a terrível história do abuso cometido por Pedro Ícaro de Medeiros, mais conhecido como Ikky, fundador de uma seita, em Fortaleza, chamada Comunidade Afago. Provavelmente, trata-se do mais jovem guru espiritual em atividade no Brasil, à frente de um grupo de quase 200 seguidores, além de um seleto grupo de discípulos.

Dessa forma, "Pecados Revelados" mostra que a busca pela religião e pela espiritualidade - muitas vezes, a única, ou a última, esperança para quem quer encontrar um caminho para a cura de mazelas do corpo e da alma - pode se tornar uma experiência solitária, sombria, perigosa e profundamente devastadora.

Serviço:

Título: Pecados Revelados

Estreia: 6 de novembro, GNT

Coprodução: Modo Operante Produções e GNT

Duração: 30 minutos - 5 episódios

Ficha Técnica:

Produzido por: Susanna Lira e Tito Gomes

Direção: Susanna Lira

Roteiro: Simone Melamed

Assistência de Direção: Clarice Tenório Barretto

Direção de Fotografia: Rafael Mazza

Assistência de Fotografia: Ricardo Gomes Benjamin

Pesquisa: Clarice Tenório Barreto e Caio Barretto Briso

Produção Executiva: Lívia Nunes

Coordenadora de Produção: Gabriella Fischer

Coordenadora de Pós-Produção: Clara Eyer

Motion Design: Moa Fagundes e Luciana Gama

Som Direto: Tito Gomes

Montagem: Ítalo Rocha e Juana Amorim

Assistência de Edição: Mateus Teixeira e Re Ferreira

Trilha Sonora: Flavia tygel

Licenciamento: Leticia de Souza Barbosa

Edição de Som e Mixagem: Tiago Picado

Laboratório Digital: Yellow Pós

Color Grading: Glauco Guigon

Finalização: Lucas Martinelli

Atrizes: Ana Paula Secco, Aurora Eyer, Elea Mercurio, Mariana Ramires, Natália Balbino e Nathália Fabris

Assessoria de comunicação: Dobbs Scarpa

Sobre a diretora:

Susanna Lira é cineasta, pós-graduada em Filosofia, Direito Internacional e Direitos Humanos, com especialização em biopolítica criminal. É Mestranda em Psicanálise. Já dirigiu 15 longas metragens e dezenas de curtas e séries, acumulando mais de 50 prêmios em festivais no Brasil e no exterior. Também criou e dirigiu quatro temporadas da série de ficção "Rotas do ódio" para Universal TV.

Entre seus trabalhos de maior destaque estão: “Nada Sobre Meu Pai” (2023), “Não Foi Minha Culpa” (ficção, Star Plus, 2022), “Adriano Imperador” (Paramount Plus, 2022), “Casão, Num Jogo Sem Regras” (Globoplay, 2022), “A Mãe de Todas as Lutas” (2021), “Prazer em Conhecer” (2020), “Torre das Donzelas” (2018), “Mussum, Um Filme do Cacildis” (2018), “Legítima Defesa” (2017), “Clara Estrela” (2017); “Intolerância .Doc” (2016); “Mataram Nossos Filhos” (2016); “Levante!” (2015); “Damas do Samba” (2015); “Porque Temos Esperança” (2014); “Uma Visita para Elizabeth Teixeira” (2011); “Positivas” (2010); “Contracena” (2009); “Câmera, Close!” (2005).

Ao longo de 20 anos de carreira trabalhou para principais veículos de comunicação entre eles: Globoplay, Disney, Star +, HBO, Paramount +, Universal Channel, Al Jazeera, TV Globo, Canal GNT, TV Cultura, TV Brasil ,Canal Futura, SESCTV, TV CAMARA, Cinebrasil TV, Canal Curta, Fashion TV e Multishow. Tem uma longa e reconhecida carreira como diretora, tendo sido inclusive homenageada em vários países: no Festival de Cine Independente de Mar del Plata 2016 na Argentina, com a mostra "Susanna Lira - Hasta el limite"; no Festival Tenemos que ver no Uruguai em 2018 e no Festival FEMCINE, no Chile em 2019. No Brasil, foi homenageada em 2021 com a Mostra SUSANNA LIRA organizada pelo Infinitto Festival.

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