A Terra do Meu Pai (Fatherland), vencedor do prêmio de melhor direção do Festival de Cannes, será exibido na 50ª Mostra
- Lagoa Nerd
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O filme A Terra do Meu Pai, do cineasta polonês Paweł Pawlikowski, ganhador do prêmio de melhor direção do Festival de Cannes, será exibido na 50ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que acontece na capital paulista entre 15 e 29 de outubro.
Com fotografia em preto e branco, o longa retrata a relação entre o escritor e Prêmio Nobel alemão Thomas Mann (Hanns Zischler) e a filha Erika (Sandra Hüller), atriz, escritora e pilota de rali. No auge da Guerra Fria, os dois embarcam em uma viagem de carro, a bordo de um Buick preto, por uma Alemanha em ruínas, de Frankfurt, sob domínio norte-americano, até Weimar, controlada pelos soviéticos.

Nascido em Varsóvia, na Polônia, Pawlikowski mudou-se para o Reino Unido em 1977 para estudar literatura e filosofia. No fim dos anos 1980, Pawlikowski deixou a TV britânica, onde fazia documentários, para realizar seu primeiro longa-metragem ficcional, "Last Resort", em 2000. Ele também é diretor de títulos como "Meu Amor de Verão" (2004), exibido na 29ª Mostra, "Estranha Obsessão" (2011), "Ida" (2013), vencedor do Oscar de melhor filme em língua estrangeira, e "Guerra Fria" (2018), apresentado na 42ª Mostra.
O universo familiar de Thomas Mann (1875–1955) estará em debate na 24ª Flip. Conhecido por títulos como A montanha mágica e A morte em Veneza, o romancista tem uma forte ligação com o Brasil e, sobretudo, com Paraty: sua mãe, a escritora Julia da Silva Bruhns (1851–1923), nasceu na cidade. Assim, no sábado, 25 de julho, das 17h às 18h na Casa da Cultura, haverá a mesa "Entre as raças, de Heinrich Mann: literatura, autodeterminação feminina e democracia" — Heinrich e Thomas são irmãos.
A conversa entre Veronika Fuechtner, Helena Ramos, Eva Rouf e Regine Schönenberg, com mediação de Fernanda Boarin Boechat, orbita o romance "brasileiro" de Heinrich em torno do papel simbólico da paratiense Julia Mann na luta global pelo respeito às mulheres, contra a violência e o feminicídio, na interface entre o Brasil e a Europa de língua alemã.

A 50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo tem o patrocínio master da Petrobras, que, por meio do programa Petrobras Cultural, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, aposta na cultura como um dos motores da economia do país, no cinema brasileiro e na importância dos festivais.
Esta edição da Mostra tem ainda o patrocínio do Itaú, da Spcine e da Prefeitura de São Paulo, a parceria institucional do Sesc e o fomento do ProAC (Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo), por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas.
PATROCINADORES DA 50ª MOSTRA
Neste ano, a Mostra conta com o patrocínio master da PETROBRAS, o patrocínio do ITAÚ, da SPCINE e da Prefeitura de São Paulo, a parceria institucional do SESC, o fomento do ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, da EMBRATUR e da NETFLIX, o apoio do PROJETO PARADISO, a promoção da GLOBOFILMES, do CANAL BRASIL, da FOLHA DE S.PAULO, da TV CULTURA, da ARTE 1, do INSTITUTO BANDEIRANTES e da REVISTA PIAUÍ, o apoio técnico da QUANTA e do CULTURA ARTÍSTICA. Realização: MINISTÉRIO DA CULTURA, através da LEI FEDERAL DE INCENTIVO À CULTURA.
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As produções MUBI incluem The Mastermind, de Kelly Reichardt, estrelado por Josh O’Connor; A Long Winter, de Andrew Haigh; Pai Mãe Irmã Irmão, de Jim Jarmusch; A Terra de Meu Pai, de Pawel Pawlikowski, estrelado por Sandra Hüller; Let Love In, de Felix van Groeningen; e Acampamento Miasma: Adolescência, Sexo e Morte, de Jane Schoenbrun.
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