
Crítica | A ilha esquecida
Disponível nos cinemas pela Universal Pictures a partir do dia 16 de setembro
Uma obra vibrante que coroa o talento de Januel Mercado e Joel Crawford após o sucesso de Gato de Botas 2: O Último Pedido. A dupla entrega em A Ilha Esquecida uma das experiências visuais e emocionais mais marcantes da animação recente.
O longa mergulha o espectador em um universo visual deslumbrante, sustentado por uma paleta de cores extremamente vibrantes que ganha vida própria a cada cenário da ilha.

Esse deslumbre estético é embalado por uma trilha sonora eletrizante baseada nos maiores sucessos dos anos 80, que dita o ritmo da aventura e transforma momentos-chave em sequências musicais contagiantes, garantindo que o público deixe a sala tarimbado pelos acordes e com vontade de revisitar a playlist imediatamente.
O grande trunfo da narrativa, no entanto, reside na construção de seu elenco. Os cineastas evitam arquétipos vazios ao moldar personagens carismáticos, dotados de arcos profundos e motivações genuínas. Até mesmo os antagonistas escapam da caricatura rasa, apresentando motivações bem estruturadas que os tornam memoráveis e acrescentam camadas de tensão à trama.

Com 1h49 de projeção, o filme transcorre com um ritmo dinâmico que desperta o desejo por mais tempo de tela com aquele universo.

No coração dessa jornada está uma mensagem tocante sobre o valor e a fragilidade da amizade. O roteiro transita com habilidade entre momentos de partir o coração e passagens aconchegantes, equilibrando perfeitamente o humor proporcionado por figuras adoráveis e o peso dramático necessário para ressoar com todas as idades. Afirma-se não apenas como uma grata surpresa do gênero, mas como um marco incontestável para as animações do ano.
Confira o trailer





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