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Crítica | A Morte do Demônio : Em Chamas

Crítica por Camila S.

Filme disponível a partir de 9 de julho nos cinemas distribuído pela Sony Pictures


Um novo filme da franquia Evil Dead está entre nós e, mantendo a tradição, traz um sangue novo na direção. Dessa vez, o francês Sébastien Vaniček assume o comando. Ele bebe bastante na fonte dos antecessores, mas consegue deixar sua assinatura visual na saga.

Pôster Evil Dead Burn / A morte do Demônio em chamas ( créditos Sony Poctures)
Pôster Evil Dead Burn / A morte do Demônio em chamas ( créditos Sony Poctures)

O longa segue a mesma mitologia clássica, mas agora acompanhamos uma família totalmente disfuncional que, após a trágica morte de um filho, é forçada a uma convivência bem desconfortável — um prato cheio para o isolamento que a franquia pede. Vaniček mantém o ritmo frenético e o gore pesado que são o DNA de Evil Dead, entregando muitas referências e violência gráfica. O grande problema é que o filme peca em entregar um roteiro ou uma história minimamente interessante.

Cena de Evil Dead Burn / A morte do Demônio em chamas ( créditos Sony Poctures)
Cena de Evil Dead Burn / A morte do Demônio em chamas ( créditos Sony Poctures)

Se no anterior (Evil Dead Rise, de 2023) a gente passava a conhecer bem aquela família e se importava com o destino deles, aqui quase não há desenvolvimento. Com poucos diálogos e personagens rasos, a gente simplesmente não sofre pela morte de ninguém. A protagonista até tenta engajar com algumas frases de efeito, mas nada que ajude o público a se conectar ou torcer por ela. Falta aquela tensão psicológica bem construída que precede o caos.


Cena de Evil Dead Burn / A morte do Demônio em chamas ( créditos Sony Poctures)
Cena de Evil Dead Burn / A morte do Demônio em chamas ( créditos Sony Poctures)

O mais curioso é que o filme chega a tocar num tema importante e inédito para a franquia: o relacionamento abusivo. Trazer um pano de fundo mais profundo por trás do terror é uma ideia muito interessante e bem sacada, o trauma da protagonista já vem de muito antes e vai muito além do que o Necronomicon pode provocar. Infelizmente, isso também acaba não sendo muito bem desenvolvido pelo roteiro, ficando na superfície quando poderia dar mais peso dramático à história.

Cena de Evil Dead Burn / A morte do Demônio em chamas ( créditos Sony Poctures)
Cena de Evil Dead Burn / A morte do Demônio em chamas ( créditos Sony Poctures)

​Por outro lado, o filme brilha onde a franquia costuma acertar: as cenas de gore e terror são muito criativas, viscerais e diferenciadas. Uma surpresa positiva foi a introdução de um alívio cômico; embora o humor não seja o forte dos filmes mais recentes da saga, aqui achei muito bem-vindo e bem colocado.


​No fim das contas, um roteiro apressado e algumas falhas visíveis de produção (como efeitos e ambientação que quebram a imersão) tiram um pouco do ritmo da experiência. É um filme divertido para quem busca sangue e criatividade nas mortes, mas, no conjunto da obra, fica um degrau abaixo do saldo excelente de seu antecessor.


Confira o trailer


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