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Crítica: A última casa deixa a desejar mesmo com premissa interessante

17 de ago.
2 min de leitura

O longa-metragem "A Última Casa" estreou no dia 7 de agosto, estrelado por Greta Lee e Wagner Moura, dirigido por Louis Leterrier e roteirizado por Matthew Robinson. O filme apresenta uma ideia interessantíssima que faz referência à pandemia da COVID-19: é mais seguro dentro de casa (mas nem tanto).


A última casa (Créditos: Divulgação/Netflix)
A última casa (Créditos: Divulgação/Netflix)

Cuidado com o spoiler

De início, vemos Jason Delgado, personagem de Wagner Moura, engenheiro desempregado que aproveita o tempo para pescar, e, ao ver a tempestade que se forma, decide voltar para casa. É nesse momento que a dinâmica do filme é apresentada. Ao entrar em casa, a família não consegue mais sair: todas as portas e janelas estão trancadas, a água da chuva impede que sejam quebradas ou destruídas, e o sinal de celular desaparece. Estão todos trancados. Enquanto isso, criaturas sem forma andam do lado de fora. A aflição provocada por esse momento se une a uma questão técnica: o grande número de cortes de cena causa agonia, o que combina com o momento, mas não é suficiente para manter o filme interessante e atrativo.


A trama é dividida em dois blocos que, na verdade, aparentam ser filmes diferentes. O primeiro, mesmo em uma situação completamente inacreditável, tenta se apresentar mais real, mostrando as dificuldades de alimentação e convivência estando trancados. Os pais, Jason e Ann, e os filhos, Ruth (Riley Chung) e Graham (Noah Alexander Sosnowski), precisam se adaptar à vida de presos, criando plantações dentro de casa e artifícios para a caça dos animais do lado de fora. Nesse momento, duas cenas de maior impacto são mostradas: seu vizinho matando a esposa para se alimentar e Jason matando o cachorro da família e guardando sua carne para "caso a situação fique ainda pior".


Cena de A Última casa
Cena de A Última casa

Isso nos leva ao segundo bloco da trama, que infelizmente é quando o roteiro se perde. O filme apresenta uma passagem de tempo de cinco anos, quando o suspense e a tensão são deixados de lado e a obra se torna um filme de ficção científica. As criaturas que estão do lado de fora ganham forma e passam a entrar nas casas, confirmando uma hipótese apresentada pela Ruth adolescente (Emma Ho): as criaturas vieram do fundo do mar, essa é a casa delas.


Cena de A Última casa
Cena de A Última casa

Hora final

O segundo bloco decepciona porque apresenta cenas rasas e desconexas, entre alguns conflitos fracos, como o de Jason com o filho Graham já crescido (agora por Gabriel Barbosa). Há também a cena final, quando a família se une para atacar uma das criaturas que entrou em sua casa. Por conta de o personagem de Wagner Moura ter desistido de matá-la, ele decide abrir a porta da casa e permitir que, após cinco anos, as pessoas possam sair, e que eles vão embora, dando a entender que todas as pessoas trancadas pelo mundo pudessem finalmente sair também.


Ao chegar no final do filme, a sensação é de que poderia ter sido muito bom, mas o roteiro confuso impediu que se chegasse nisso, fazendo o longa parecer mais do mesmo dentro do grande catálogo da Netflix, apenas mais um filme aquém do esperado e do prometido.

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