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Crítica | Godzilla Minus Zero (2026)ゴジラ-0.0 (マイナスゼロ)

há 17 minutos
5 min de leitura

Dirigido e roteirizado por Takashi Yamazaki, com Minami Hamabe, Jun Kunimura,

Ryûnosuke Kamiki, Masami Nagasawa, Sakura Andô, Yuki Yamada, Hidetaka Yoshioka, Munetaka Aoki, Kuranosuke Sasaki, Min Tanaka. estreia nos cinemas a partir de 5 de novembro distribuido pela Sato Company

Godzilla Minus One
Godzilla Minus One

Sinopse: Ambientado em 1949, dois anos após os eventos turbulentos do filme anterior, a família Shikishima enfrenta uma nova calamidade devastadora que ameaça seu futuro e o do Japão pós-guerra


O diretor Yamazaki não poupa em expor o mistério de uma segunda ameaça kaiju (significa literalmente "besta estranha" ou "monstro gigante") apresentada logo no início deste, com um tema musical com tons agudos e ameaçadores absolutamente incríveis.


Ela quem desdobrará a trama, e somos introduzidos à novos personagens, além claro, do piloto Shikishima (Ryûnosuke Kamiki) e sua família. A complexidade do filme como um todo é maior em relação ao primeiro e com motivações envolvendo personagens em questões geopolíticas.


Com essa nova abordagem, o ator protagonista Shikishima deixa um pouco a desejar quando exigido certa carga dramática em boa parte das situações, o ator deixa de transparecer tristeza.


Entre as figuras de destaque estão o veterano Kenji Noda (Hidetaka Yoshioka) e a recém-introduzida Makoto Aoyama (Masami Nagasawa), uma prodigiosa especialista em meteorologia, cuja participação representa uma das novidades da continuação.


Com uma trama mais complexa e um olhar voltado às disputas geopolíticas, Godzilla Minus Zero amplia seu universo e abre espaço para uma crítica ao Ocidente. A continuação ganha em ambição, embora a atuação de Ryûnosuke Kamiki nem sempre alcance a intensidade necessária para sustentar o drama de Shikishima.


Formato visual (Filmado para IMAX)

Godzilla Minus One
Godzilla Minus One

A batalha das proporções de tela,

em busca do auge da “experiência cinematográfica”

Depois de dominar todas as salas de formato premium (PLF) no Japão com Godzilla Minus One, a equipe de produção visitou a sede

da IMAX em Los Angeles durante uma turnê promocional antes do lançamento norte-americano. Ao testemunhar a imersão

avassaladora do “Filmado para IMAX” em uma demonstração, decidiram dar o salto, acreditando que “o cinema japonês também

precisa entrar nesse território”.

Como premissa fundamental, a equipe concebeu o longa para oferecer a experiência visual definitiva na proporção tradicional

CinemaScope (2.35:1). A filosofia central continuou sendo a de que o CinemaScope é a matriz principal. As proporções expandidas do

IMAX (1.90:1 e 1.43:1) foram tratadas como extensões da construção de mundo. No entanto, encontrar composições que

funcionassem perfeitamente tanto em CinemaScope quanto em IMAX se mostrou excepcionalmente difícil. Em vez de simplesmente

expandir a imagem na vertical, o diretor Yamazaki redesenhou por completo cada storyboard finalizado para recalcular o

enquadramento e a escala da ação na versão expandida, iniciando as filmagens principais somente após uma preparação exaustiva.


Planejamento e histórico de desenvolvimento


Durante a produção de Godzilla Minus One, não havia qualquer

intenção de fazer uma continuação. A ideia de “e se aquele

mundo continuasse...” não passava de uma conversa descontraída.

A equipe encerrou a produção de Godzilla Minus One colocando

tudo o que tinha naquele único filme. Em 30 de maio de 2023, na

primeira sessão privada de Godzilla Minus One para a equipe de

produção e funcionários da Toho, o filme foi recebido com

aclamação avassaladora, acompanhada de comentários

apaixonados pedindo uma continuação. Só então o diretor Takashi

Yamazaki e os produtores começaram a sentir a necessidade de

realizar o próximo capítulo.

Godzilla Minus One
Godzilla Minus One

Apenas um mês depois dessa sessão, o diretor Yamazaki

apresentou um primeiro argumento de quatro a cinco páginas. Já

nesse estágio inicial de anotações, os elementos centrais do filme

atual estavam presentes. Desde então, o diretor e os produtores

mantiveram discussões contínuas sobre como retratar o mundo

após Godzilla Minus One. Ao testemunhar o enorme apoio do


público no dia de estreia de Godzilla Minus One no Japão, tomou-

se a decisão oficial de produzir Godzilla Minus Zero. O desenvolvimento do roteiro avançou nos bastidores durante as turnês promocionais internacionais que se seguiram.


O objetivo era criar um filme de Godzilla movido pelo drama

humano — a característica que define esta série. Em filmes com

vários monstros, ao longo da longa história de Godzilla, há

inevitavelmente momentos em que os personagens humanos se

tornam meros espectadores. No entanto, essa fusão entre cinema

de kaiju e drama humano é justamente a identidade que os filmes

japoneses de Godzilla buscam. A estrutura narrativa foi construída

intencionalmente em torno de uma relação recíproca e

complexamente entrelaçada: as ações humanas afetam a

existência dos monstros, e as ações dos monstros afetam a

existência dos humanos. Além disso, por se passar no Japão do

pós-guerra, a história se desenvolve como um drama que só

poderia ser contado no Japão, criado com profundo respeito pela

narrativa do filme original de 1954 e pelas razões que deram

origem aos filmes de Godzilla.


Filmagens e pós-produção

As filmagens principais aconteceram do fim de agosto de 2025 a

meados de dezembro de 2025. Todas as locações foram no Japão.

Depois do reconhecimento mundial do filme anterior, incluindo um

Oscar, a equipe de produção enfrentou uma pressão intensa: “o

caminho que percorremos há poucos anos está diante de nós

como um fantasma ameaçador”. Em vez de se deixarem paralisar

pelo sucesso anterior, os departamentos canalizaram sua

criatividade para a pergunta: “Como podemos tornar Godzilla

Minus Zero, por si só, o mais divertido possível?”. Sob o lema

comum “Qualidade em primeiro lugar”, a equipe se concentrou no

que realmente queria fazer e nos desafios que queria enfrentar. A

equipe de som pôs aviões de verdade para voar a fim de gravar

ruídos reais de motor. Os rugidos dos monstros foram

reproduzidos e captados em uma represa nas montanhas para

obter uma acústica natural genuína. Para a trilha, instrumentistas

de todo o Japão foram reunidos para uma grande sessão de

gravação em sala de concerto.

O design visual alcançou novos patamares como o primeiro filme

japonês a adotar o formato “Filmado para IMAX”. Os aviões de

caça do filme foram construídos sob medida como objetos físicos

de cena, e o icônico edifício Wako, em Ginza, foi meticulosamente

medido em seu próprio terraço para ser recriado como cenário

físico em escala real. A composição dos materiais das paredes

externas do Wako também foi pesquisada para alcançar o máximo

de realismo, até na forma como as ondas sonoras ricocheteariam

na estrutura.

Em relação ao filme anterior, a equipe de efeitos visuais cresceu

de 35 para mais de 50 integrantes. Embora ainda pareça uma

equipe pequena, ela manteve a abordagem de “núcleo de elite”. A

equipe optou por permanecer fiel ao estilo estabelecido em

Godzilla Minus One: saber quem está fazendo cada tarefa, quem

está enfrentando qual problema e quem está entregando planos

excepcionais — apoiando e inspirando uns aos outros para

construir juntos uma grande obra.


Quanto aos efeitos visuais, foi programado um período de pré-

produção mais longo que o do filme anterior, estabelecendo um sistema para maximizar a qualidade visual antes do lançamento

nos cinemas.

Duração: 135 min

Formato: Scope

Som: 5.1ch, 7.1ch, Dolby

Elenco: Ryunosuke Kamiki, Minami Hamabe

Efeitos visuais, roteiro e direção: Takashi Yamazaki

Produção: TOHO Co., Ltd.

Produtoras: TOHO STUDIOS / ROBOT

Efeitos visuais (VFX): SHIROGUMI

Crédito: © 2026 TOHO


Direção, roteiro e efeitos visuais:

Takashi Yamazaki

Produção: Minami Ichikawa, Taichi Ueda

Produção executiva: Hisashi Usui

Concepção e produção: Kazuaki Kishida

Produtores: Go Abe, Keiichiro Moriya

Produtor de linha: Hirofumi Sakurai

Direção de fotografia: Kozo Shibasaki

Direção de iluminação: Nariyuki Ueda

Direção de arte: Anri Jojo, Wataru Hirai

Cenografia: Tetsuji Tatsuta, Shiori Haba

Som direto: Hisafumi Takeuchi

Maquinista-chefe: Satoru Okuda

Supervisão de efeitos visuais:

Takayuki Ueki, Eisin Okubo, Kiyoko Shibuya

Montagem: Ryuji Miyajima


Colorista: Masahiro Ishiyama

Efeitos sonoros: Natsuko Inoue

Trilha sonora original: Naoki Sato

Edição de música: Yoshitaka Fujimura

Figurino: Aiko Mizushima

Cabelo e maquiagem: Michiyo Miyauchi

Continuísta: Chikako Abo

Primeiro assistente de direção: Kohei Adachi

Gerente de produção: Akira Maguchi

Supervisão de produção: Atsushi Otsuki

Produção: TOHO

Produtoras:

TOHO Studios, ROBOT

Produção de efeitos visuais: Shirogumi

© 2026 TOHO

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