Crítica | Godzilla Minus Zero (2026)ゴジラ-0.0 (マイナスゼロ)
Dirigido e roteirizado por Takashi Yamazaki, com Minami Hamabe, Jun Kunimura,
Ryûnosuke Kamiki, Masami Nagasawa, Sakura Andô, Yuki Yamada, Hidetaka Yoshioka, Munetaka Aoki, Kuranosuke Sasaki, Min Tanaka. estreia nos cinemas a partir de 5 de novembro distribuido pela Sato Company

Sinopse: Ambientado em 1949, dois anos após os eventos turbulentos do filme anterior, a família Shikishima enfrenta uma nova calamidade devastadora que ameaça seu futuro e o do Japão pós-guerra
O diretor Yamazaki não poupa em expor o mistério de uma segunda ameaça kaiju (significa literalmente "besta estranha" ou "monstro gigante") apresentada logo no início deste, com um tema musical com tons agudos e ameaçadores absolutamente incríveis.
Ela quem desdobrará a trama, e somos introduzidos à novos personagens, além claro, do piloto Shikishima (Ryûnosuke Kamiki) e sua família. A complexidade do filme como um todo é maior em relação ao primeiro e com motivações envolvendo personagens em questões geopolíticas.
Com essa nova abordagem, o ator protagonista Shikishima deixa um pouco a desejar quando exigido certa carga dramática em boa parte das situações, o ator deixa de transparecer tristeza.
Entre as figuras de destaque estão o veterano Kenji Noda (Hidetaka Yoshioka) e a recém-introduzida Makoto Aoyama (Masami Nagasawa), uma prodigiosa especialista em meteorologia, cuja participação representa uma das novidades da continuação.
Com uma trama mais complexa e um olhar voltado às disputas geopolíticas, Godzilla Minus Zero amplia seu universo e abre espaço para uma crítica ao Ocidente. A continuação ganha em ambição, embora a atuação de Ryûnosuke Kamiki nem sempre alcance a intensidade necessária para sustentar o drama de Shikishima.
Formato visual (Filmado para IMAX)

A batalha das proporções de tela,
em busca do auge da “experiência cinematográfica”
Depois de dominar todas as salas de formato premium (PLF) no Japão com Godzilla Minus One, a equipe de produção visitou a sede
da IMAX em Los Angeles durante uma turnê promocional antes do lançamento norte-americano. Ao testemunhar a imersão
avassaladora do “Filmado para IMAX” em uma demonstração, decidiram dar o salto, acreditando que “o cinema japonês também
precisa entrar nesse território”.
Como premissa fundamental, a equipe concebeu o longa para oferecer a experiência visual definitiva na proporção tradicional
CinemaScope (2.35:1). A filosofia central continuou sendo a de que o CinemaScope é a matriz principal. As proporções expandidas do
IMAX (1.90:1 e 1.43:1) foram tratadas como extensões da construção de mundo. No entanto, encontrar composições que
funcionassem perfeitamente tanto em CinemaScope quanto em IMAX se mostrou excepcionalmente difícil. Em vez de simplesmente
expandir a imagem na vertical, o diretor Yamazaki redesenhou por completo cada storyboard finalizado para recalcular o
enquadramento e a escala da ação na versão expandida, iniciando as filmagens principais somente após uma preparação exaustiva.
Planejamento e histórico de desenvolvimento
Durante a produção de Godzilla Minus One, não havia qualquer
intenção de fazer uma continuação. A ideia de “e se aquele
mundo continuasse...” não passava de uma conversa descontraída.
A equipe encerrou a produção de Godzilla Minus One colocando
tudo o que tinha naquele único filme. Em 30 de maio de 2023, na
primeira sessão privada de Godzilla Minus One para a equipe de
produção e funcionários da Toho, o filme foi recebido com
aclamação avassaladora, acompanhada de comentários
apaixonados pedindo uma continuação. Só então o diretor Takashi
Yamazaki e os produtores começaram a sentir a necessidade de
realizar o próximo capítulo.

Apenas um mês depois dessa sessão, o diretor Yamazaki
apresentou um primeiro argumento de quatro a cinco páginas. Já
nesse estágio inicial de anotações, os elementos centrais do filme
atual estavam presentes. Desde então, o diretor e os produtores
mantiveram discussões contínuas sobre como retratar o mundo
após Godzilla Minus One. Ao testemunhar o enorme apoio do
público no dia de estreia de Godzilla Minus One no Japão, tomou-
se a decisão oficial de produzir Godzilla Minus Zero. O desenvolvimento do roteiro avançou nos bastidores durante as turnês promocionais internacionais que se seguiram.
O objetivo era criar um filme de Godzilla movido pelo drama
humano — a característica que define esta série. Em filmes com
vários monstros, ao longo da longa história de Godzilla, há
inevitavelmente momentos em que os personagens humanos se
tornam meros espectadores. No entanto, essa fusão entre cinema
de kaiju e drama humano é justamente a identidade que os filmes
japoneses de Godzilla buscam. A estrutura narrativa foi construída
intencionalmente em torno de uma relação recíproca e
complexamente entrelaçada: as ações humanas afetam a
existência dos monstros, e as ações dos monstros afetam a
existência dos humanos. Além disso, por se passar no Japão do
pós-guerra, a história se desenvolve como um drama que só
poderia ser contado no Japão, criado com profundo respeito pela
narrativa do filme original de 1954 e pelas razões que deram
origem aos filmes de Godzilla.
Filmagens e pós-produção
As filmagens principais aconteceram do fim de agosto de 2025 a
meados de dezembro de 2025. Todas as locações foram no Japão.
Depois do reconhecimento mundial do filme anterior, incluindo um
Oscar, a equipe de produção enfrentou uma pressão intensa: “o
caminho que percorremos há poucos anos está diante de nós
como um fantasma ameaçador”. Em vez de se deixarem paralisar
pelo sucesso anterior, os departamentos canalizaram sua
criatividade para a pergunta: “Como podemos tornar Godzilla
Minus Zero, por si só, o mais divertido possível?”. Sob o lema
comum “Qualidade em primeiro lugar”, a equipe se concentrou no
que realmente queria fazer e nos desafios que queria enfrentar. A
equipe de som pôs aviões de verdade para voar a fim de gravar
ruídos reais de motor. Os rugidos dos monstros foram
reproduzidos e captados em uma represa nas montanhas para
obter uma acústica natural genuína. Para a trilha, instrumentistas
de todo o Japão foram reunidos para uma grande sessão de
gravação em sala de concerto.
O design visual alcançou novos patamares como o primeiro filme
japonês a adotar o formato “Filmado para IMAX”. Os aviões de
caça do filme foram construídos sob medida como objetos físicos
de cena, e o icônico edifício Wako, em Ginza, foi meticulosamente
medido em seu próprio terraço para ser recriado como cenário
físico em escala real. A composição dos materiais das paredes
externas do Wako também foi pesquisada para alcançar o máximo
de realismo, até na forma como as ondas sonoras ricocheteariam
na estrutura.
Em relação ao filme anterior, a equipe de efeitos visuais cresceu
de 35 para mais de 50 integrantes. Embora ainda pareça uma
equipe pequena, ela manteve a abordagem de “núcleo de elite”. A
equipe optou por permanecer fiel ao estilo estabelecido em
Godzilla Minus One: saber quem está fazendo cada tarefa, quem
está enfrentando qual problema e quem está entregando planos
excepcionais — apoiando e inspirando uns aos outros para
construir juntos uma grande obra.
Quanto aos efeitos visuais, foi programado um período de pré-
produção mais longo que o do filme anterior, estabelecendo um sistema para maximizar a qualidade visual antes do lançamento
nos cinemas.
Duração: 135 min
Formato: Scope
Som: 5.1ch, 7.1ch, Dolby
Elenco: Ryunosuke Kamiki, Minami Hamabe
Efeitos visuais, roteiro e direção: Takashi Yamazaki
Produção: TOHO Co., Ltd.
Produtoras: TOHO STUDIOS / ROBOT
Efeitos visuais (VFX): SHIROGUMI
Crédito: © 2026 TOHO
Direção, roteiro e efeitos visuais:
Takashi Yamazaki
Produção: Minami Ichikawa, Taichi Ueda
Produção executiva: Hisashi Usui
Concepção e produção: Kazuaki Kishida
Produtores: Go Abe, Keiichiro Moriya
Produtor de linha: Hirofumi Sakurai
Direção de fotografia: Kozo Shibasaki
Direção de iluminação: Nariyuki Ueda
Direção de arte: Anri Jojo, Wataru Hirai
Cenografia: Tetsuji Tatsuta, Shiori Haba
Som direto: Hisafumi Takeuchi
Maquinista-chefe: Satoru Okuda
Supervisão de efeitos visuais:
Takayuki Ueki, Eisin Okubo, Kiyoko Shibuya
Montagem: Ryuji Miyajima
Colorista: Masahiro Ishiyama
Efeitos sonoros: Natsuko Inoue
Trilha sonora original: Naoki Sato
Edição de música: Yoshitaka Fujimura
Figurino: Aiko Mizushima
Cabelo e maquiagem: Michiyo Miyauchi
Continuísta: Chikako Abo
Primeiro assistente de direção: Kohei Adachi
Gerente de produção: Akira Maguchi
Supervisão de produção: Atsushi Otsuki
Produção: TOHO
Produtoras:
TOHO Studios, ROBOT
Produção de efeitos visuais: Shirogumi
© 2026 TOHO




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