Crítica | O Sorveteiro 🍦
- Jhow Foster

- há 15 horas
- 2 min de leitura
O filme estreia nos cinemas no dia 3 de setembro distribuído pela Diamond Films
Escrito, dirigido, produzido e estrelado por Eli Roth, O Sorveteiro passa aquela nítida sensação de que o diretor estava profundamente entediado em uma tarde de domingo e decidiu fazer a maior bobagem possível. O resultado é um filme visceral, grotesco e tão esquisito que contorna a ruindade para se tornar genuinamente divertido.

A premissa não poderia ser mais direta: crianças entram em um surto assassino e começam a esfaquear e esquartejar os próprios pais após consumirem um sorvete demoníaco. A partir daí, o roteiro abandona qualquer lógica narrativa para focar no que Eli Roth mais ama: o espetáculo do choque.
Gore Mirabolante e Atuações Desastrosas:
O grande chamariz aqui são as execuções. As mortes são tão mirabolantes, exageradas e recheadas de efeitos práticos sangrentos que o terror dá lugar a uma comédia involuntária. É impossível não rir diante de sequências de decapitações, desmembramentos, mutilações e todo tipo de violência insana que a mente de Roth consegue conceber.
Elenco "Bucha de Canhão": O grupo de atores existe unicamente para inflar a contagem de corpos. Ninguém ali atua bem, e o carisma é nulo.
Diálogos Sofríveis: A escrita das falas é engessada e beira o ridículo, tornando surpreendente o fato de a produção ter chegado às salas de cinema.

Ritmo Frenético: A falta de apego aos personagens faz com que o filme não perca tempo com dramas e vá direto ao massacre.
Vale a Pena Assistir?
Se você procura um filme de horror técnico, com tensão real ou mensagens profundas, passe longe. Agora, se a sua intenção é reunir os amigos no fim de semana para assistir a um filme cheio de violência extrema sem nenhum medo real, esta é a pedida perfeita.
P.S.: Fique atento ao final, mas pode dispensar a cena pós-créditos — ela é totalmente irrelevante e não adiciona absolutamente nada à experiência.




Comentários