Crítica | Ponto sem Retorno
- Jhow Foster

- há 16 horas
- 2 min de leitura
Ridley Scott entrega em Ponto Sem Retorno uma das visões pós-apocalípticas mais vívidas, angustiantes e, surpreendentemente, humanas dos últimos anos.

Adaptado com maestria do romance de Peter Heller, o longa acerta ao equilibrar a tensão constante do perigo iminente com a beleza melancólica de um mundo reconstruído pela natureza.
filme estreia essa semana dia 27 de agosto nos cinemas pela 20 century studios
Jacob Elordi entrega a melhor performance de sua carreira até aqui, ancorando o filme com uma mistura perfeita de vulnerabilidade e resiliência física. A dinâmica entre seu personagem (Hig) e o ex-militar interpretado por Josh Brolin constrói o coração do filme. Margaret Qualley, Guy Pearce e Allison Janney trazem um peso dramático formidável, fazendo cada aparição valer a pena.

O cão Jasper não é apenas um adereço narrativo; ele fornece a verdadeira conexão emocional de Hig com o mundo pré-pandemia e rouba várias cenas com um carisma natural.
Ridley Scott demonstra mais uma vez seu domínio absoluto de escala. A fotografia explora as paisagens vastas do Colorado com enquadramentos de tirar o fôlego, enquanto a trilha sonora amplifica tanto o isolamento quanto a urgência dos momentos de ação.

O longa é um lembrete poderoso de que o cinema de grande porte ainda pode ser profundamente emocionante e visceral. Uma experiência que exige ser assistida na maior tela possível.
Ponto Sem Retorno conta com grandes estrelas também por trás das câmeras. O time capitaneado pelo diretor Ridley Scott traz Mark L. Smith(O Regresso, Twisters) como roteirista e o vencedor do Oscar® Erik Messerschmidt (Mank) como diretor de fotografia.
A equipe também inclui a figurinista Janty Yates (Gladiador) e a montadora Claire Simpson (Platoon), que também receberam troféus no Oscar®. A trilha sonora foi composta por Harry Gregson-Williams (Perdido em Marte), enquanto o design de produção ficou a cargo de Chris Seagers (X-Men: Primeira Classe).




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