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Crítica | Rio de Sangue - "Muita imagem para pouca história"

critica por Camila S

filme esta disponível nos cinemas desde 16 de abril


Pôster Rio de Sangue créditos Divulgação
Pôster Rio de Sangue créditos Divulgação

O filme é muito bem produzido, mas deixa aquela sensação de que poderia ter entregado mais. A história foca em Patrícia (Giovanna Antonelli) em uma busca desesperada pela filha, Luiza (Alice Wegmann), que foi sequestrada por garimpeiros na Amazônia. O tema é super importante e necessário, mas o roteiro acaba sendo confuso e repetitivo em alguns momentos.


​O que realmente funciona:


Giovanna Antonelli e Alice Wegmann em ”Rio de Sangue”. Créditos Bárbara Vale.jpg
Giovanna Antonelli e Alice Wegmann em ”Rio de Sangue”. Créditos Bárbara Vale.jpg

A fotografia é belíssima. O diretor Gustavo Bonafé comentou sobre a dificuldade de gravar na Amazônia, e o resultado na tela é impressionante. O elenco também é ótimo: nomes como Sérgio Menezes, Felipe Simas e Ravel de Andrade sustentam bem o filme, e as cenas de ação e perseguição são muito bem feitas.


Fidelis Baniwa em ”Rio de Sangue”. Créditos: Bárbara Vale
Fidelis Baniwa em ”Rio de Sangue”. Créditos: Bárbara Vale

​O grande destaque, para mim, é o personagem do Fidelis Baniwa. Ele vive um indígena em crise que não sabe bem a qual lugar pertence. Mesmo tomando decisões questionáveis, fica claro que ele faz tudo pelo seu povo. É o personagem mais interessante da trama e merecia muito mais espaço.


O ponto fraco:

Felipe Simas e Antonio Calloni em ”Rio de Sangue”. Créditos Bárbara Vale.jpg
Felipe Simas e Antonio Calloni em ”Rio de Sangue”. Créditos Bárbara Vale.jpg

Apesar do ritmo frenético que te prende, o filme toca em muitos assuntos e acaba não aprofundando nenhum. Se o roteiro fosse mais estável e focasse em desenvolver melhor os personagens e os conflitos, o impacto seria muito maior. No fim, é um filme bonito e bem atuado, mas que fica um pouco na superfície.


confira o trailer do filme



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