Crítica | Street Fighter, 2026
Dirigido por Kitao Sakurai, roteirizado por Kitao Sakurai, T.J. Fixman, Dalan Musson e Gary Dauberman com Noah Centineo, Andrew Koji, Callina Liang, David Dastmalchian, Andrew Schulz, Joe Anoa'i, Cody Rhodes, Jason Momoa, Eric André, 50 Cent, Don Lee, Mel Jarnson, Orville Peck

Em 1987 o lutador Ryu (Andrew Koji) derrota Sagat no torneio mundial de luta com um golpe que faz despertar em Ryu uma força sombria conhecida como Hado além da manifestação maligna da entidade conhecida como Akuma (Joe Anoa'i). Seis anos depois, em 1993, Ryu está desaparecido e seguimos a partir de seu amigo Ken (Noah Centineo) que é recrutado por Chun-Li (Callina Liang) para um novo torneio a mando de M. Bison (David Dastmalchian).
Houve duas grandes adaptações dos jogos sem muito sucesso, o primeiro Street Fighter (1994) sendo um clássico trash e o segundo sendo Street Fighter: A Lenda de Chun-Li (2009) que desconheço uma única pessoa que tenha assistido.
Com uma história vinda dos videogames, o diretor Kitao Sakurai opta por contá-la com muito humor e uma abordagem bastante ocidental, combinando músicas pop com uma fotografia saturada e moderna, em cenas que parecem querer abraçar a tosquice.

Mas isso não é necessariamente ruim. Há espaço também para efeitos sonoros dos jogos clássicos e golpes reproduzidos com exatidão.
O humor fica ainda mais evidente com a presença de três comediantes: Andrew Schulz, comediante de stand-up e podcaster; Eric André, do disruptivo The Eric Andre Show; e Kyle Mooney, conhecido pelo Saturday Night Live. Aliás, pelas caretas que David Dastmalchian faz ao interpretar o vilão M. Bison, eu poderia facilmente incluí-lo nessa lista.

Com a excessiva comédia, o nível de xingamentos vem na mesma proporção, tornando este um filme não para crianças, mas para jovens (com classificação indicativa de 14 anos).


A mitologia de Street Fighter gira em torno de artes marciais, rivalidades e da eterna luta entre energias de luz e trevas e personagens icônicos. Todos esses elementos estão aqui, e o filme diverte em muitos momentos. Mas a insistência em transformar tudo em uma grande franquia, com um universo a ser expandido e um gancho para uma possível continuação, desaponta. Fica a impressão de que há mais preocupação com os próximos filmes do que
com a história que está sendo contada. Muita ênfase em entreter, mas pouca substância.
Street Fighter - 15 de outubro de 2026 nos cinemas
@paramountbrasil





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