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DIRA PAES ABRILHANTA CERIMÔNIA DE ABERTURA DO BONITO CINESUR - FESTIVAL DE CINEMA SUL-AMERICANO

Com uma seleção diversificada de títulos da América do Sul, o evento será realizado gratuitamente de até o dia 11 de novembr

Foto de Alex Gonçalves
Foto de Alex Gonçalves

Na noite deste último sábado, aconteceu a cerimônia de abertura da primeira edição do BONITO CINESUR - FESTIVAL DE CINEMA SUL-AMERICANO com a apresentação da atriz Dira Paes no palco do Auditório Kadiwéu, no Centro de Convenções de Bonito. Com sala lotada, "Alma do Brasil", média-metragem de 1932 com direção de Líbero Luxardo, teve projeção acompanhada pela Orquestra Prelúdio, sob regência do maestro Eduardo Martinelli.


Além do Diretor Geral do BONITO CINESUR - FESTIVAL DE CINEMA SUL-AMERICANO Nilson Rodrigues, estiveram presentes no evento o Diretor de Cultura Lelo Marchi (representando o Prefeito de Bonito Josmail Rodrigues), o deputado Vander Loubet (responsável pela emenda parlamentar para patrocinar o festival), a Gerente da unidade Sesc Lageado e representante da Federação do Comércio do Mato Grosso do Sul - Fecomércio Cirlene Cruz (que patrocina o festival por intermédio do SESC-MS) e o Representante da Federação da Indústria do Mato Grosso do Sul - FIEMS e Superintendente Régis Pereira Borges, patrocinador do festival por meio do SESI Cultura. O ator carioca Thiago Lacerda foi presença ilustre no público.


Dira Paes é de Abaetetuba, Pará. Com uma carreira premiada marcada por grandes colaborações, Dira Paes é também reconhecida por seu talento e versatilidade como atriz. No cinema, esteve em sucessos comerciais e críticos como “2 Filhos de Francisco: A História de Zezé di Camargo & Luciano”, “Amarelo Manga”, “Corisco & Dadá” e “Pureza” (pelo qual recebeu neste ano o troféu de Melhor Atriz no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro). Na teledramaturgia, participou do elenco central de marcos contemporâneos como “Salve Jorge”, “Velho Chico” e “Pantanal”.


Em entrevista para a repórter Aletheya Alves, do canal Lado B (do jornal Campo Grande News), Dira Paes defendeu que no BONITO CINESUR - FESTIVAL DE CINEMA SUL-AMERICANOvocê vai ter uma reverência a América do Sul que não tem em nenhum outro festival do Brasil. Isso cria um diferencial, uma irmandade e possibilidade de dialogar, de se relacionar com os países que são nossos países hermanos”. Sempre comprometida com uma arte que prestigia diferentes vozes, Dira falou ao jornalista e crítico de cinema Bruno Carmelo, do site e canal Meio Amargo, sobre o importante papel social que um festival como o BONITO CINESUR – FESTIVAL DE CINEMA SUL-AMERICANO cumpre. "Eu acho que o festival faz um fomento que não é somente sobre cinema. É sobre a vida do local, sobre as origens, sobre as culturas locais diversas, sobre unir pessoas distantes desses países, desses Brasis. O cinema fala muito mais sobre uma antropologia social, cultural, do que sobre audiovisual. Esta é a função de um festival de cinema."


O festival, que acontece gratuitamente até o dia 11 de novembro no Centro de Convenções e na Câmara Municipal da cidade de Bonito - MS, oferecerá premiação em dinheiro e o Troféu Pantanal para os melhores filmes escolhidos por um Júri Oficial e pelo voto do público no Júri Popular nas categorias: melhor longa sul-americano, melhor curta sul-americano e melhor filme sul-mato-grossense.

Dividido em cinco categorias, a programação contará com seis títulos na mostra competitiva Longa-Metragem Sul-Americano: "Lucette" (de Mburucuya Fleitas e Oscar Ayala Paciello); "La pampa" (de Dorian Fernández Moris); "Green Grass" (de Ignacio Ruiz); "El visitante" (de Martin Boulocq); "La bruja de Hitler" (de Virna Molina e Ernesto Ardito); e o brasileiro "Mais Pesado É O Céu" (de Petrus Cariry). Já na mostra Curta-Metragem Sul-Americano, os títulos são "Sigma" (Allan Riggs e Rubens Sant’Ana), "Milonga de espino" (Álvaro Leivas), "Vias" (Pablo Agustin Richards), “Yigayo yuwuerane" (Ross Dayana López), "Piedra dura" (Rommel Villa) e "Estrellas del desierto" (Katherina Harder). As suas exibições serão precedidas das obras da mostra Longa-Metragem Sul-Americano.

Outra mostra competitiva é a Filmes Sul-Mato-Grossenses, composta por "Planuras" (Mauricio Copetti), "Adão e Eva do Pantanal Sul" (Ara Martins), "Cordilheira de Amora II" (Jamille Fortunato), "As Marias" (Dannon Lacerda), "La plata ivygu - Enterros e Guardados" (Paulo Alvarenga Isidorio e Marcelo Felipe Sampaio), "Cativo" (Albano Pimenta), "De Tanto Olhar o Céu Gastei Meus Olhos" (Nathália Tereza), "A Outra Margem" (também de Nathália Tereza) e "A Dama do Rasqueado" (Marinete Pinheiro). Para finalizar, há duas mostras paralelas. A Animasur é uma seleção de animações em curta-metragem voltada sobretudo para os públicos infantil e infantojuvenil, com quatro delas preparadas com recursos de acessibilidade. Já a Mostra Ambiental é representada por documentários e obras de ficção cujas temáticas estão relacionadas ao meio-ambiente. "Inocência", dirigido por Walter Lima Jr., será um dos destaques da programação deste domingo, 5 de novembro, em projeção batizada como Memória BonitoCineSur. Produzido em 1983 por Lucy e Luiz Carlos Barreto, o drama, adaptado do romance homônimo de Visconde de Taunay, é ambientado no Brasil imperial e acompanha um médico itinerante ao conhecer uma moça com malária, por quem se apaixona, sendo correspondido.


Thiago Lacerda (Foto de Diego Cardoso dos Santos)
Thiago Lacerda (Foto de Diego Cardoso dos Santos)

O diretor do Festival, Nilson Rodrigues, ressalta que “quer que o evento seja um espaço de encontro da melhor produção cinematográfica da América do Sul e também o ambiente para discutir os nossos mercados, as dificuldades que enfrentamos para termos acesso às nossas cinematografias. A ideia é contribuir para construir alternativas. O curador da Mostra de filmes sul-americanos de longa e curta-metragem, José Geraldo Couto, afirma que “a importância deste novo festival é enorme, por tornar a cidade de Bonito (e o estado do Mato Grosso do Sul) um polo importante de difusão e debate da produção cinematográfica contemporânea do continente. O MS está praticamente no centro da América do Sul, fazendo fronteira com a Bolívia e o Paraguai, o que faz dele uma região particularmente apropriada para a veiculação de obras e o intercâmbio de experiências dos realizadores cinematográficos do continente. Para complementar, José Geraldo aponta que “a busca pela diversidade temática e estética foi tão importante quanto a exigência de qualidade artística” na escolha das obras selecionadas. O curador afirmou ainda que “os filmes selecionados acabaram se impondo justamente por combinar relevância temática e excelência na realização cinematográfica. Em termos de tema, estão presentes questões candentes da atualidade: políticas, sociais, étnicas, de gênero, etc. Mas esses assuntos são abordados das mais diversas maneiras, e essencialmente cinematográfico, variando do drama ao suspense, do documentário ao fantástico. Além das Mostras de filmes, o evento contará com ampla programação com atividades formativas, fóruns de discussões sobre mercado de cinema e audiovisual na América do Sul, encontro com produtores e realizadores, oficinas de roteiro, de elaboração de projetos audiovisuais e de coprodução internacional e shows com convidados muito especiais.


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