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GUERRA CIVIL: FOTOJORNALISMO EM FOCO, ALIANÇAS, E TERROR NUM FUTURO DISTÓPICO

Atualizado: 20 de abr.


Guerra Civil
Guerra Civil

Longa dirigido por Alex Garland de (Ex Machina) é a nova aposta da produtora norte-americana A24, que sempre teve seu maior foco em lançar e distribuir filmes independentes, preservando a visão criativa de seus cineastas. Traz agora em 2024 seu longa de maior orçamento, que gira em torno dos 50 milhões de dólares, com um marketing muito agressivo, com lançamento simultâneo em praticamente todo mundo. Assim, estamos enviando uma mensagem ao mercado de que seus filmes futuros também irão em busca de retorno das bilheterias.


Esse certamente será um filme que vai gerar sensações mistas, na minha sessão mesmo ouvi ao término da rodagem pessoas argumentando que não havia gostado, e outras que gostaram bastante, em tela basicamente esse sentimento dúbio fica claro pelo filme em questões-chave da sua trama, como o início não ter aquelas narrações expositivas para situar o expectador, ou um personagem inserido naquele universo, onde durante a desenrolar dos acontecimentos lhe é contado como tudo começou e as motivações das situações vividas por todos ali.


Temos aqui um clássico Road Movie, onde acompanhamos 4 jornalistas em sua missão que é ir de New York, até Washigton capital dos Estados Unidos, onde o presidente que está em seu terceiro mandato tem ficado sem sair devido à implosão da guerra civil que acontece em todo o território norte-americano. Somos apresentados então a Lee (Kirsten Dunst), Joel (Wagner Moura), Jessie (Caillee Spaeny) e Sammy (Stephen McKinley Henderson) que buscam realizar uma entrevista com o presidente.


Lee nossa protagonista é uma veterana fotografa de guerra que já cobriu eventos pelo mundo todo, registrando o horror e terror causado pelas mais brutas, e cruéis formas de terror e crimes de guerras, Joel é um viciado em adrenalina que sempre que estar presente na linha de frente para vivenciar o perigo, a aproveitar o máximo dessas situações, já Sammy é o nosso jornalista mais experiente que com calma, e gentileza vai mostrando e ensinando a mais jovem da turma Jessie que se inspira em Lee, e que quer ter seu trabalho reconhecido, e demonstrar a importância dos registros da sua profissão.


Guerra Civil
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A narrativa de Garland, assim como em sua filmografia, não é expositiva mas também situa a gente telespectador de forma bem pontual, não de uma maneira que tenhamos que completar informações, ou estar atentos a pistas da trama, aqui Garland lhe coloca dentro do universo dos personagens com a ação rolando, apenas informando da aliança dos separatistas formada pelos estados do Texas e Califórnia, e a Flórida em busca de mais territórios. Aqui nesse filme, o cineasta traz um claro exercício do e se… a polarização política que ronda os Estados Unidos permanecer, seria tão distante assim imaginar uma realidade como aquela do filme? Podemos fazer esse paralelo com o nosso país, aqui como lá, essa polarização tem se acalorado e cada vez mais dividindo o país.


Se por um lado a trama e o desfecho podem ser divisivos, existe uma área técnica desse filme que brilha, que é o som, a mixagem nas cenas de ação, principalmente tiroteios, e explosões mostram um primor técnico absurdo, onde se nota aonde maior parte do investimento desse longa ficou, pois ela nos conecta dentro da ação do longa, e com sua urgência casa perfeitamente com a proposta da narrativa, experimentarmos na pela difícil da tarefa dos fotógrafos e jornalistas que cobrem de perto as guerras.


Guerra Civil é sem dúvidas uma boa entrada na filmografia de Garland que também assina o roteiro, e sem dúvidas um filme para ver na maior tela possível, e com o melhor som possível, uma aventura imersiva, que vai deixar algumas divisões de opiniões, mas que cumpre bem seu papel. Bom filme!


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