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Thriller político sobre ameaça nuclear, ‘Júpiter’ estreia no Festival de Cinema Francês do Brasil após passar por Veneza 26

há 24 horas
4 min de leitura

ESTRELADO POR DENIS MÉNOCHET, ANDRÉ DUSSOLLIER E REDA KATEB, O FILME ACOMPANHA PRESIDENTE FRANCÊS DIANTE DA AMEAÇA DE UMA ESCALADA NUCLEAR

Denis Ménochet interpreta o presidente francês fictício Paul Archambault no filme Júpiter – (foto: divulgação/California Filmes)
Denis Ménochet interpreta o presidente francês fictício Paul Archambault no filme Júpiter – (foto: divulgação/California Filmes)

Exibido fora de competição no Festival de Veneza em setembro último, o thriller político Júpiter/Jupiter, do estreante na direção Alexandre Smia, é uma das atrações da 17ª edição do Festival de Cinema Francês do Brasil, entre 29 de outubro e 11 de novembro, nos cinemas de todo o país. Estrelado pelos atores Denis Ménochet, André Dussollier e Reda Kateb – todos com indicações ao César -, o longa acompanha o recém-eleito presidente francês diante de uma crise internacional que pode levar a uma escalada nuclear. O público brasileiro irá assistir ao filme antes de seu lançamento na França, previsto para 18 de novembro. No Brasil, a distribuição é da California Filmes.


 

Na trama, Paul Archambault (Denis Ménochet), recém-eleito presidente francês, é colocado diante de uma situação extrema após o presidente da Rússia sofrer uma tentativa de assassinato. Convencido de que a Ucrânia está por trás do ataque, o líder russo faz um ultimato nuclear, aumentando o risco de uma escalada militar. Reunido com seus principais assessores políticos no bunker do Palácio do Eliseu, Archambault precisa decidir como a França deve reagir.


 

Grande parte da narrativa se passa dentro do Posto de Comando Júpiter, espaço real localizado sob o Palácio do Eliseu, em Paris, e utilizado pelo presidente francês em situações de crise. É daí que vem o título do filme. Em vez de mostrar o conflito em campo aberto, Alexandre Smia concentra a tensão nesse ambiente fechado, acompanhando discussões, impasses e decisões tomadas sob pressão.


 

Protagonista do longa, o ator Denis Ménochet é conhecido do público do festival. Em 2023, esteve por aqui com o filme “As Bestas”, de Rodrigo Sorogoyen. Em 2022, interpretou Peter von Kant no longa de mesmo nome dirigido por François Ozon, com quem repetiu a parceria em 2018, com “Graças a Deus”. Em 2017, contracenou com Léa Drucker em “Custódia”, de Xavier Legrand. Ele recebeu três indicações ao César como Melhor Ator por “Custódia”, “Graças a Deus” e “Peter von Kant” e, entre outros prêmios, ganhou o Goya por seu papel em “As Bestas”.


 

Júpiter marca a estreia de Alexandre Smia na direção de longas-metragens. Foi roteirista da série “Le Bureau des Légendes”, do longa “13 jours, 13 nuits”, exibido em 2025 no festival, e da minissérie “Une affaire française”. Dirigiu os curtas “Jeu s’esprit” e “La Dernière nuit”.

 

O Festival de Cinema Francês do Brasil tem apoio de Varilux – marca do grupo Essilor Luxottica – como “patrocinador master” e patrocínios do banco BNP PARIBAS, da EDENRED e da AIR FRANCE, além do Ministério da Cultura – por meio da Lei Rouanet – e da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura. Outros parceiros essenciais são as Alianças Francesas, a Embaixada da França no Brasil, além das distribuidoras dos filmes: Autoral, Bonfilm, Califórnia, Fênix, Synapse Distribution, Pandora, Vitrine e os exibidores de cinema independente e as grandes redes de cinema comercial.

 

O FESTIVAL


Único evento nacional dedicado à cinematografia francesa realizado simultaneamente nos cinemas de todo o país, o 17ºFestivaldeCinema Francêsdo Brasil contará com uma programação diversa com as mais recentes produções francófonas, algumas integrantes de mostras internacionais e todas inéditas no país. São histórias com personagens inspiradores, temáticas ricas e gêneros variados como comédia, romance, drama, suspense, animação e documentário.

 

Em seu segundo ano com o nome atual, o festival estará em cerca de 50 cidades brasileiras, das capitais aos municípios de maior e menor porte, e em aproximadamente 100 cinemas, desde as salas de exibidores independentes e de arte até as de redes comerciais. Em 2025, foram contabilizados mais de 57 mil espectadores e realizadas cerca de 100 sessões educativas, de democratização e de acessibilidade. Em suas 16 edições, o festival soma cerca de 2,5 milhões de espectadores.

 

Desde sua criação, mais de 150 nomes entre diretores, atores e atrizes passaram pelo evento, integrando a delegação formada tanto por nomes consagrados quanto estreantes promissores. Já estiveram no Brasil artistas como Catherine Deneuve, Audrey Tautou, Isabelle Huppert, Sandrine Bonnaire, Virginie Efira, Vincent Lacoste, Camille Cottin, Gilles Lellouche, Raphaël Personnaz, Xavier Legrand, Jean-Pierre Jeunet, Pierre Richard e Stefan Crepon. Este ano, também serão promovidos encontros entre profissionais do Brasil e da França.

 

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SOBRE A BONFILM


Além de distribuidora de filmes, a Bonfilm é realizadora doFestivaldeCinema Francêsdo Brasil que, nos últimos 16 anos, promoveu mais de 60 mil sessões nos cinemas em todo o Brasil e somou um público de mais de um 2,5 milhões de espectadores. Desde 2015, a Bonfilm organiza também ofestivalÓpera na Tela, evento que exibe filmes de récitas líricas em uma tenda montada ao ar livre no Rio de Janeiro e nos cinemas em São Paulo. Em 2025, criou o Espaço Cultural CNP de Realidade em São Paulo, um espaço pioneiro dedicado a experiências culturais com óculos de realidade virtual, que apresenta conteúdos comoUma Noite com os Impressionistas, Mundos Desaparecidos, Notre-Dame de Paris, Eterna e SagradaeO Horizonte de Quéops.

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