Psicólogo Lucas Veiga propõe uma “clínica racializada” para pensar saúde mental e racismo em Clínica do impossível
- Lagoa Nerd
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Obra articula psicanálise, política, arte e ancestralidade, refletindo os impactos do racismo na subjetividade e os caminhos possíveis para o cuidado psíquico

Viva a intelectualidade, a delicadeza, a humanidade, a escrita e a excelência clínica de Lucas Veiga neste mundo!”
– Alexandre Coimbra Amaral
O psicólogo e escritor Lucas Veiga lança a obra Clínica do impossível, na qual constrói uma reflexão profunda sobre os efeitos do racismo na subjetividade de pessoas negras e os desafios do cuidado em saúde mental em um mundo atravessado por desigualdades. Publicado pelo selo Paidós, da Editora Planeta, o livro reúne experiências clínicas, referências filosóficas e diálogos com a arte para pensar uma prática terapêutica capaz de acolher as marcas deixadas pela violência racial sem reduzir a existência a elas. A obra parte do paradoxo que a nomeia: a impossibilidade de uma resolução definitiva do racismo e, ao mesmo tempo, a urgência de criar saídas possíveis para viver e resistir.
Com escrita sensível e rigor teórico, Lucas propõe o conceito de uma “clínica racializada”, em que saúde mental, política e ancestralidade se entrelaçam para ampliar as formas de escuta e compreensão da experiência humana. Ao longo do livro, o autor costura cenas do cotidiano clínico a reflexões sobre identidade, exclusão e pertencimento, revelando como o racismo delimita possibilidades de existência, mas também como surgem forças criativas capazes de afirmar a vida para além dessas estruturas. O resultado é um texto que atravessa a psicanálise tradicional e imagina novos modos de cuidado e elaboração subjetiva.
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Mestre em Psicologia Clínica pela Universidade Federal Fluminense, Lucas desenvolve a própria atuação profissional em atendimentos clínicos, cursos, palestras e consultorias voltadas à saúde mental e às relações raciais. Os estudos e práticas de Veiga deram origem a iniciativas como os cursos “Introdução à Psicologia Preta”, “Frantz Fanon e a esquizoanálise” e “Clínica do impossível”, aprofundando discussões contemporâneas sobre descolonização do cuidado psíquico e estratégias de promoção de saúde mental em contextos de crise.
Ao aproximar teoria e vivência, Clínica do impossível amplia o debate sobre racismo e subjetividade sem abrir mão da dimensão poética e humana da escuta clínica. O livro conta ainda com textos de orelha e endossos de Ediane Ribeiro e Alexandre Coimbra Amaral, reforçando a potência de uma obra que transforma o consultório em território de reflexão, memória e reinvenção da vida.
FICHA TÉCNICA
Título: Clínica do impossível
Autor: Lucas Veiga
ISBN: 978-85-422-4185-3
176 páginas
R$54,90
Editora Planeta | Selo Paidós
SOBRE O AUTOR
Lucas Veiga é psicólogo e mestre em Psicologia Clínica pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Sua atuação profissional se desdobra em atendimentos clínicos, cursos, palestras e consultorias em saúde mental para escolas, empresas e outras organizações. Por meio de suas pesquisas teóricas e da prática clínica desenvolveu os cursos “Introdução à Psicologia Preta”, “Frantz Fanon e a esquizoanálise” e “Clínica do impossível”, que dá nome a este livro. Em seu trabalho, busca pensar como criar estratégias de promoção de saúde mental em um mundo em crise.
SOBRE O SELO PAIDÓS
Criado na Argentina em 1945, quando dois professores universitários decidiram publicar Carl Gustav Jung pela primeira vez no país, o selo Paidós passou a integrar o Grupo Planeta em 2003, chegando ao Brasil em 2020. Hoje conta com mais de 2 mil títulos lançados na Espanha e em países da América Latina. De origem grega, a palavra “paidós” significa “criança” e, assim como o espírito questionador dos pequenos, o selo tem como objetivo discutir e buscar perguntas certeiras para algumas das principais questões da humanidade com base em obras de psicologia, psicanálise, psiquiatria, neurociência e outras áreas de ciências humanas para o público geral. No Brasil, o selo conta com nomes como Christian Dunker, Contardo Calligaris, Ana Suy, Alexandre Coimbra Amaral, Geni Núñez, Alexandre Patricio, Rubem Alves, Irvin D. Yalom, Erich Fromm e Silvia Ons.
