Produção de 'Cássia - O Filme' anuncia Luisa Arraes como protagonista para o longa que une legado, música e afeto
- Lagoa Nerd

- há 7 minutos
- 6 min de leitura
Dirigido por Diego Freitas, a cinebiografia será rodada em outubro com produção da Migdal Filmes, coprodução da H2O Produções e Diadorim Ideias, e distribuição da H2O Films

Após uma série de mais de cem testes com atrizes de todo o Brasil realizados ao longo de cinco meses, a produção de “Cássia - O Filme” definiu quem interpretará a cantora: Luisa Arraes. Os bastidores da primeira sessão para construir a caracterização da atriz como Cássia Eller foram exibidos hoje, durante o anúncio oficial do filme, no Show de Inverno, evento dedicado ao mercado exibidor de cinema, em Campos do Jordão. O vídeo traz também imagens de arquivo, depoimentos do diretor Diego Freitas e de Maria Eugênia, companheira da cantora.
As filmagens do longa começam em outubro. Agora, diretor e atriz dão início a um mergulho na personagem, com preparação física e de interpretação, leitura de roteiro e caracterização. É um novo desafio para Freitas, que ficou conhecido do grande público pelo filme “Caramelo”, sucesso produzido pela Migdal Filmes e lançado na Netflix. Luisa Arraes é uma atriz reconhecida por trabalhos em cinema e TV, como as novelas “No Rancho Fundo” e “Segundo Sol”, além do emblemático trabalho com a Diadorim, na versão de “Grande Sertão Veredas”, de 2024. No cinema protagonizou os longas “Boa Sorte” (2014) e “Aos Teus Olhos” (2017). Também atua como roteirista e diretora.
Parte do elenco ainda está em processo de seleção, que é capitaneado pelo diretor de elenco Gabriel Domingues (Indicado ao Oscar de Melhor Direção de Elenco por “Agente Secreto”). O roteiro é assinado por Bia Crespo e Fernando Bonassi. O longa será produzido pela Migdal Filmes, em coprodução com H2O Produções e Diadorim Ideias, com distribuição da H2O Films.
“A Cássia tinha uma energia muito própria, muito verdadeira, e a Luisa também tem isso. Ela consegue ser forte e delicada ao mesmo tempo, sem parecer calculado. Em nenhum momento eu queria alguém tentando reproduzir trejeito ou fazer uma caricatura. O mais importante era encontrar uma atriz que transmitisse a alma da Cássia, a liberdade dela, a intensidade, as contradições. E a Luisa trouxe isso de um jeito muito emocionante.”, afirma Diego Freitas.
A produtora Iafa Britz, que foi responsável também pela produção do documentário sobre a cantora (de 2014, dirigido por Paulo Henrique Fontenelle), explica a decisão de trazer um novo ângulo dessa história, agora com atores. “Cássia é uma mulher que se recusou a viver enquadrada pela sociedade. Ela nos deixou um legado que se faz presente não só pelas músicas, mas também pela sua própria história de vida. Cássia nos mostrou como ser livre enfrentando as repressões sociais, construindo uma família fora dos padrões. Queremos contar a história dessa mulher artista, provedora, amante, mãe. Sou muito grata à Eugênia e ao Chico pela generosidade de compartilhar conosco a intimidade dessa família.”
O coprodutor e distribuidor Sandro Rodrigues, CEO da H2O Films, acredita na capacidade de mobilização do filme: “Cássia Eller é uma artista atemporal da música brasileira. Mesmo 25 anos depois, suas músicas ainda transmitem a mesma força, coragem, liberdade e representatividade e seguem inspirando as novas gerações. Este filme é uma imersão no universo de Cássia onde cada elemento constrói aos poucos essa artista e mulher tão autêntica e vibrante. E é exatamente essa força arrebatadora que levaremos para os cinemas com essa que, certamente, é uma das produções mais esperadas de 2027”.
Sinopse
“Cássia - O Filme” vai retratar a ascensão da artista em um mergulho emocionante na sua trajetória. A ficção vai levar para os cinemas a história do ícone do rock brasileiro em uma narrativa que equilibra a fama com sua personalidade e a dedicação à família, celebrando um legado inesquecível para o país. Grandes shows, como o do Rock in Rio de 2001, serão retratados ao lado de momentos íntimos nunca vistos antes, revelando novas facetas de uma Cássia que só os amigos e a família conheceram; além de sua luta para garantir o direito de existir livremente como artista, mulher e mãe.
Sobre Luisa Arraes
Atriz, roteirista e diretora, Luisa Arraes traz em seu currículo uma lista de importantes trabalhos no cinema, incluindo “Grande Sertão” (2024, Dir. Guel Arraes), “O Diabo na Rua no Meio do Redemunho” (2024, Dir. Bia Lessa), “B.O.” (2019, Dir. Daniel Belmonte e Pedro Cador), “Duetto” (2022, Dir. Vicente Amorim), “Transe” (2022, Dir. Anne Pinheiro Guimarães e Carolina Jabor), “Irma Vap - O Retorno” (2006, Dir. Carla Camurati), entre outros. Em 2026, chega aos cinemas brasileiros com “O Homem de Ouro” (2025, Dir. Mauro Lima), que estreia em 18 de junho, e “Muito Prazer” (2026, Dir. Jorge Furtado), que tem lançamento marcado para 27 de agosto.
Fez sua estreia na televisão no seriado da Globo “Louco por Elas”, em 2012. Também na Globo, estrelou as séries “Cine Holliúdy” (2022), “Amor e Sorte” (2020), “Mister Brau” (2018), “Tá no Ar: a TV na TV” (2018), “Fórmula” (2017) e “Justiça” (2016). Esteve no elenco das novelas “No Rancho Fundo” (2024), “Segundo Sol” (2018) e “Babilônia” (2015).
No teatro, estreou na peça “Queda Livre” (2011, Dir. ?), dirigida por Bernardo Jablonski e Fabiana Valor. Fez em seguida o espetáculo “Sóbrios” (2012, Dir. Adam Rapp) e o elogiado “Grande Sertão Veredas” (2017-2019, Dir. Bia Lessa).
Escreveu a peça infantil “Suelen Nara Ian” (2019, Dir. Débora Lamm), indicada ao Prêmio Botequim Cultural como Melhor Texto, e dirigiu e produziu o curta “Dependências”, vencedor do Troféu Redentor de Melhor Curta.
Sobre a Migdal Filmes
Produtora brasileira com forte atuação no mercado audiovisual brasileiro, a Migdal Filmes, fundada há 15 anos por Iafa Britz, acumula mais de 30 milhões de espectadores, combinando em seu line up entretenimento e impacto social. Com sucessos de crítica e público, a produtora vem desenvolvendo importantes IPs com parcerias duradouras em seu histórico.
É responsável pela trilogia “Minha Mãe é uma Peça”, cujo terceiro longa se tornou o mais lucrativo da história do cinema nacional, e “Caramelo”, que se tornou um fenômeno do streaming, alcançando o Top 1 de língua não inglesa na Netflix.
Entre seus mais de 30 filmes e séries, estão “M-8 – Quando a Morte Socorre a Vida, “As Polacas”, “Linda de Morrer”, “Irmã Dulce, além do impactante drama "(Des)controle", com Carolina Dieckmmann.
A empresa também fortalece sua presença internacional com coproduções de peso, como “Rumo a Uaga”, de Fellipe Barbosa, e o esperado longa de Anna Muylaert, “Geni e o Zepelim”, inspirado na canção homônima de Chico Buarque.
Sobre a H2O Produções
Criada em 2023, a H2O Produções iniciou suas atividades com um dos projetos mais ousados do mercado: a sequência do filme O Auto da Compadecida, um grande clássico do cinema brasileiro. Em coprodução com a Conspiração, a H2O Produções reuniu novamente os diretores Flávia Lacerda e Guel Arraes, além do trio Selton Mello, Matheus Nachtergaele e Virginia Cavendish mais de 20 anos depois. O novo filme se consagrou como a maior estreia de um filme brasileiro em 2024 e levou mais de 4,3 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros. Na esteira desse sucesso, a produtora já tem um lineup de peso para os próximos anos com os filmes: “Um Tio Quase Perfeito 3” e as cinebiografias musicais “Cassia - O Filme”; “Tom Jobim – Este seu Olhar”; “Viver é Melhor que Sonhar – a vida de Belchior” e “João”, que contará a vida do mestre João Gilberto.
Sobre a H2O Films
Fundada em 2012, a H2O Films é uma distribuidora dedicada ao cinema brasileiro que já lançou mais de 100 títulos de gêneros que vão do documentário musical às comédias populares, passando por filmes de família e de arte. Entre eles estão: “Cássia Eller”, de Paulo Henrique Fontenelle, um dos documentários mais bem-sucedidos de mercado e de crítica; “Vai Que Cola - O Filme”, a maior bilheteria de abertura nacional de 2015 com mais de 3,2 milhões de espectadores; a franquia protagonizada por Marcus Majella, “Um Tio Quase Perfeito” e “Um Tio Quase Perfeito 2”; e o último filme lançado pelo mestre Cacá Diegues, “O Grande Circo Místico”, indicado pelo Brasil a concorrer a uma vaga ao Oscar em 2019. Outros títulos de destaque são “Pérola”, de Murilo Benício; “Ó Paí, Ó 2", com Lázaro Ramos e grande elenco; “Virgínia e Adelaide”, de Jorge Furtado e Yasmim Thayná; “Aumenta que é rock'n'roll", de Tomás Portella. Já o “O Auto da Compadecida 2”, de Flávia Lacerda e Guel Arraes, se consagrou como a maior estreia de um filme brasileiro em 2024 e levou mais de 4,3 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros.
Sobre a Diadorim Ideias
A Diadorim Ideias é uma agência de conteúdo e produtora independente brasileira, sediada no Rio de Janeiro, criada em 2006. Entre seus projetos, o Mapa de Cultura do Rio de Janeiro, patrocinado pela Petrobras, e que produziu 150 documentários sobre a cultura nos 92 municípios do Rio de Janeiro. Além de “Cássia - O Filme”, em coprodução com a Migdal Filmes e a H20 Produções, a Diadorim está produzindo o documentário “Isaac Karabtchevsky, artista das multidões” (em coprodução com A Fábrica), e produzindo “Numas”, documentário sobre a multiartista e psicanalista paraibana Numa Ciro. Suas sócias, Ana Madureira e Teresa Karabtchevsky, assinam a pesquisa e o roteiro do documentário “Mestre Zu”, sobre o jornalista Zuenir Ventura, dirigido por Zelito Viana e produzido pela Mapa Filmes, e que está em fase de pré-lançamento.




Comentários