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A VOZ DE DEUS ESTREIA NESTA QUINTA-FEIRA NOS CINEMAS

Documentário de Miguel Antunes Ramos propor uma reflexão íntima sobre fé, identidade e pertencimento em um país em constante transformação.


A VOZ DE DEUS créditos divulgação
A VOZ DE DEUS créditos divulgação

O documentário A VOZ DE DEUS, dirigido por Miguel Antunes Ramos, estreia nesta quinta-feira nos cinemas brasileiros. Com distribuição da Embaúba Filmes, o longa entra em cartaz em Ananindeua, Brasília, Fortaleza, Hortolândia, João Pessoa, Maceió, Paulista, Poços de Caldas, Recife, Salvador, São Paulo e Vitória, ampliando o alcance de um filme que vem se destacando no circuito de festivais no Brasil e no exterior.


Filmado ao longo de cinco anos, o documentário acompanha a trajetória de dois jovens pregadores evangélicos em momentos distintos de suas vidas. Daniel Pentecoste viveu o auge da fama ainda criança, reunindo multidões em igrejas, mas hoje enfrenta o distanciamento dessa visibilidade precoce. Já João Vitor Ota representa uma nova geração, impulsionada pelas redes sociais, vivendo no presente o auge da popularidade como pregador mirim com milhares de seguidores.



Ao aproximar essas duas histórias, o auge e o depois, o filme constrói um retrato sensível sobre o que permanece e o que se transforma quando a infância se cruza com a fé, a vocação religiosa e a exposição pública.



Mais do que registrar um fenômeno religioso, A VOZ DE DEUS observa como família, expectativas e contexto social atravessam a formação desses jovens. Entre o Brasil dos programas de auditório e o universo atual das redes sociais, o documentário evidencia mudanças profundas nas formas de visibilidade e influência, ao mesmo tempo em que acompanha conflitos íntimos, silêncios e processos de reinvenção.



Com uma abordagem observacional, o filme evita julgamentos e estereótipos, apostando na escuta e na proximidade com seus personagens. A câmera compartilha o cotidiano, revelando as ambiguidades de um universo frequentemente tratado de forma simplificada. Política e religião surgem encarnadas nas relações familiares e nas escolhas individuais, compondo um retrato complexo do Brasil contemporâneo.



Desde sua estreia em festivais, o longa vem sendo reconhecido pela crítica por seu rigor e sensibilidade. A VOZ DE DEUS integrou a Competitiva Brasileira do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, onde recebeu o prêmio de Melhor Montagem, além de participar do CineBH – Festival Internacional de Cinema de Belo Horizonte, da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo e do Festival de Brasília. Mais recentemente, conquistou o Prêmio Especial do Júri na seção oficial de documentários do Festival de Málaga.



Com estreia nacional marcada para 16 de abril, o filme chega aos cinemas reafirmando sua relevância ao propor uma reflexão íntima sobre fé, identidade e pertencimento em um país em constante transformação.


SINOPSE


Duas crianças pregadoras buscam o caminho para uma vida melhor por meio da fé. Daniel Pentecoste foi o pregador infantil mais famoso do Brasil, mas conforme cresce enfrenta a frustração de um futuro incerto. João Vitor está no auge, com um milhão de seguidores. Entre lives e smartphones, prega para multidões. O filme revela as infâncias escondidas sob a construção de duas figuras públicas, oferecendo uma reflexão sobre um Brasil em transformação, em que política e religião frequentemente se confundem.


FICHA TÉCNICA


A VOZ DE DEUS (2025) - 85’


Direção: Miguel Antunes Ramos


Roteiro: Miguel Antunes Ramos, Alice Riff


Produção: Nicholas Bernstein


Produtoras: Corisco Filmes, Intropia Media


Distribuição: Embaúba Filmes


Montagem: Yuri Amaral


Fotografia: Alice Andrade Drummond, Léo Bittencourt


Som: Jonathan Macías, Tomás Franco, Rafael Veríssimo


Desenho de Som: Fernando Henna


Trilha Sonora: Arthur Decloet, Kiko Dinucci


País: Brasil / Espanha


SOBRE O DIRETOR


Cineasta brasileiro cujo trabalho explora a transformação de paisagens urbanas e a persistência da violência histórica. É formado em audiovisual pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA–USP). Realizou, entre outros, os curtas-metragens “Um, Dois, Três, Vulcão” (2012), “Salomão” (2013), “E” (2014), “A Era de Ouro” (2014), “O Castelo” (2015) e “Comissão de Vendas” (2016), apresentados em festivais como os de Roterdã, Toulouse e Oberhausen e premiados em diversos festivais no Brasil. Realizou também os longa-metragens documentais “Banco Imobiliário” (2016) "Filhos de Macunaima" (2019) e  “A Flecha e a Farda” (2020).


SOBRE A EMBAÚBA FILMES


A Embaúba Filmes é uma distribuidora especializada em cinema brasileiro, criada em 2018 e sediada em Belo Horizonte. Seu objetivo é contribuir para a maior circulação de filmes autorais brasileiros. Diferencia-se pela qualidade de seu catálogo, que já conta com mais de 50 títulos, investindo em obras de grande relevância cultural e política. A empresa também atua na exibição de filmes pela internet por meio da plataforma Embaúba Play, que reúne mais de 800 títulos entre curtas, médias e longas do cinema brasileiro contemporâneo.

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