Crítica | A Empregada (2025) — Entre a Mansão e a Psicose
- Pablo Escobar
- 26 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 29 de dez. de 2025

A Empregada é uma adaptação cinematográfica do best-seller de Freida McFadden, dirigido por Paul Feig e roteirizado por Rebecca Sonnenshine. A história segue Millie Calloway (Sydney Sweeney), uma jovem com um passado turbulento que aceita um emprego de doméstica na casa da família Winchester, apenas para descobrir que nada ali é o que parece.
O processo de adaptação começou ainda com a compra dos direitos do livro, que já havia vendido milhões de cópias no mundo e se tornado um fenômeno nas redes sociais.
O diretor Paul Feig, conhecido por filmes que transitam entre comédia e suspense, como Missão Madrinha de Casamento e Um Pequeno Favor, foi escolhido para liderar este projeto. Essa escolha já sinaliza a intenção de misturar tensão com toques de ironia e até teatralidade — algo que foi confirmado durante painéis e cenas exibidas antes da estreia oficial.
No centro da narrativa está Millie , uma jovem batalhadora com um passado difícil que aceita um emprego como empregada doméstica para o aparentemente perfeito casal Nina (Amanda Seyfried) e Andrew Winchester (Brandon Sklenar) em uma grande e elegante mansão. Logo no início, a história nos apresenta o típico “quebra-cabeça psicológico”: o que parece ser uma chance de recomeço revela segredos sombrios que corroem a confiança e a sanidade.

O tom da trama mistura suspense tradicional com um olhar ácido sobre relações sociais e hierarquias econômicas, incorporando pivôs de gênero e de poder que podem soar tanto provocativos quanto exagerados. Porém em quase nenhum momento do filme o tom é acertado, é somente no ato final do filme quando abraça de vez ao exagero, e assume de vez a caricatura, é onde o filme ganha alguns respiros, e fica menos tedioso.
Na minha visão o longa não funciona tão bem, quando a roteirista e diretor decidem marcar passagens tradicionais do livro como um check - puramente por que a passagem tem de existir, mesmo sabendo que nem sempre o que funciona na literatura irá funcionar nas telas, são linguagens diferentes. Por isso tanto o texto quando sua direção quase que preguiçosa transformam a experiência em um evento chato e maçante. Quando saem das linhas do livro e abraça o exagero é quando funciona. Paul Feige sempre foi um diretor que se deu melhor na comédia, no suspense ainda carece de um roteiro melhor, ou melhores escolhas narrativas e até inteligentes da sua parte.
Filmes como "Garota Exemplar" que tem ali sua similaridade na forma como deveria ser esse longa, mostram o quanto o diretor de A Empregada está longe de nos trazer uma narrativa mais fluida, com saídas mais inteligentes, sem utilizar de artifícios como arma de checkhov, quase que todo momento ou o roteiro literalmente contando a nós telespectadores o código da trama. Em 2025 foi lançado um remake de um filme chamado " A Mão que Balança o Berço" esse um filme muito mais coerente e redondo, vale a pena o play, assim como o filme Coreano de mesmo nome " A Empregada 2010 " que é um suspense mais estilizado, como maior impacto emocional, ou seja uma experiência bem melhor.

A Empregada (2025) é um thriller, que mistura suspense clássico com uma adaptação moderna e intensificada de um best-seller literário. Com destaque para as performances — notadamente de Amanda Seyfried . O Ponto baixo fica a cargo de uma direção que não sabe brincar com os códigos do gênero, o filme que deveria funcionar tanto como entretenimento impactante quanto como objeto de debate sobre adaptação literária e as expectativas do público contemporâneo, más faz com que tenhamos a sensação de que poderíamos ver filmes melhores, ou ficar com o imaginário do livro, que mesmo não sendo uma obra do nível, de autores como Sidney Sheldon, Stephen King, ainda sim tem seu valor, e não a toa tem seu merecido sucesso comercial
Para fãs de thrillers psicológicos que não tem altas expectativas, gostam de uma certa tensão, e viradas dramáticas, A Empregada entrega mais do que o esperado — mesmo que nem sempre com a profundidade ou sutileza que fariam desse longa ser memorável, longe disso, facilmente esquecível.
📚🔪 Gostou da tensão e das reviravoltas de A Empregada no cinema?
Então prepare-se: a história começou ainda mais intensa no livro que deu origem ao filme. A Empregada – Livro 1 é aquele tipo de suspense que te faz dizer “só mais um capítulo”… e quando percebe, já é madrugada.
Millie parece apenas a funcionária perfeita, mas nada é o que parece. Cada página adiciona uma nova camada de tensão, segredos e manipulação psicológica que prende do início até a revelação final — daquelas que ficam na cabeça por dias.
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Se você gostou do filme, o livro é obrigatório. Não espere o spoiler — viva a experiência completa.


