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Crítica | Devoradores de Estrelas: "Ryan Gosling e a amizade que redefine a sobrevivência no vazio do espaço"

Filme estreia nos cinemas dia 19 de março Distribuido pela Sony Pictures

Critica por Fabricio Belvederes


Crédito: Sony Pictures
Crédito: Sony Pictures 

O norte-americano Andy Weir viu seu primeiro livro,

“Perdido em Marte”, virar um sucesso absoluto após a adaptação para os cinemas. Agora, quem ganha sua própria versão nas telonas é seu segundo romance, Devoradores de Estrelas (no original, Project Hail Mary).


A HISTÓRIA


Seguindo a linha de ficção científica com forte abordagem espacial, a trama foca no Doutor Ryland Grace (interpretado por Ryan Gosling), que, após ter uma tese rejeitada e desacreditada pela comunidade científica, decide se recolher e se tornar um professor do ensino fundamental, afastado de grandes projetos.


Tudo muda quando ele recebe a visita de Eva Stratt (Sandra Hüller), uma alemã que lidera uma pesquisa sobre uma misteriosa bactéria que invadiu o sistema solar e vem devorando pouco a pouco a luz do Sol e de outras estrelas em diferentes sistemas. Logo, o Doutor Grace se vê em uma importante missão intergaláctica para salvar não somente a Terra, mas diversos outros planetas pela galáxia.


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O ALIENÍGENA


Crédito: Sony Pictures
Crédito: Sony Pictures 

Como é costume nos livros de Andy Weir, a presença de alienígenas é comum. Aqui, o autor explora uma raça extraterrestre cujos indivíduos, sem rosto, têm corpos semelhantesa pedra.


Quando o Doutor Grace encontra esse misterioso ser — também tentando resolver o problema das bactérias devoradoras de estrelas — ele é colocado diante do conflito mais interessante e profundo do filme: a solidão.

Apesar de o longa ser dividido em duas etapas — uma na Terra, com o projeto sendoelaborado, e outra no espaço, com o personagem vagando sozinho — é na segunda fase que se desenvolve toda a angústia abordada pelo roteiro: o desespero de estar isolado em um imenso vazio, tendo como companhia uma criatura que não fala sua língua e é completamente diferente de qualquer coisa que um ser humano poderia imaginar.


O roteiro trabalha muito bem o desenvolvimento desses personagens tão distintos, construindo uma elaborada história de amizade e perseverança, que evolui a cada minuto. É emocionante acompanhar essa ficção especulativa sobre um homem que encontra, na companhia de um ET, não só a solução para a missão, mas também para si mesmo. Sua atuação é repleta de força e atitude, características que ela transmite com excelência.


AS ATUAÇÕES


Crédito: Sony Pictures
Crédito: Sony Pictures 

Histórias de amizade entre humanos e alienígenas à parte, o filme também acerta em cheio ao selecionar Ryan Gosling para o papel de Ryland Grace. O tímido doutor ganha uma abordagem única ao ser interpretado por um ator que, na mesma medidem que demonstra sua capacidade profissional, também transborda carisma.


É impossível não se apegar ao personagem. A cada momento, ele cativa a audiência, fazendo com que o público realmente sinta seus medos e seu profundo sentimento de solidão. Sandra Hüller também entrega uma performance excepcional. Após ser muito bem recebida pela crítica por seus trabalhos em “Zona de Interesse” e “Anatomia de uma Queda”, ela enfim recebe um merecido espaço em Hollywood, dando vida a uma cientista

inescrupulosa, capaz de fazer qualquer coisa para salvar seu planeta.


O VISUAL

Crédito: Sony Pictures
Crédito: Sony Pictures 

Para além de um ótimo roteiro e de atuações sólidas, o filme merece elogios pelo belíssimo visual. A imensidão do espaço sideral é mostrada não somente como fator de curiosidade, mas também como elemento de tensão: a todo momento é impossível não se sentir preso naquela vastidão junto ao protagonista, além de apreensivo diante do risco constante de que um único passo em falso fora da nave poderia mudar todo o rumo da história. Esse cenário, explorado com maestria por Phil Lord e Christopher Miller, merece ser visto exclusivamente nos cinemas — e, se possível, da forma como o filme foi concebido: em

IMAX.


Quando se fala em IMAX, fala-se em amplitude e grandiosidade — e dificilmente haveria um filme espacial mais adequado a esse formato. Assistir “Devoradores de Estrelas” em IMAX é uma experiência imperdível.


Confira o trailer



©2023 por Lagoa Nerd. 

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