Crítica| Pequenas Tragédias (2026)
Dirigido e roteirizado por Daniel Nolasco, com Guilherme Théo, Geovaldo Souza, Lucas Drummond, Aivan, Marcelo Camargo, Ronaldo Martins, Karvalio, Serge Bear, Dudu Soares, Álvaro Sobral, Cecília Brito, João Bennett, Helder Amorim, Branca Cardoso, Del Neto, Felipe Oliveira, Tiffany Gonçalves e Pedro Lucas.

Na vertente memética, onde se refere a certo filme como “Cinema 2”, pensando que o termo sugere que há uma evolução do que seria o “Cinema 1”
, Pequenas Tragédias de Daniel Nolasco é uma evolução não só de sua filmografia, mas como do cinema como um todo.
Nolasco revisita sua experiência de crescer gay em Catalão, no interior de Goiás, uma década depois de deixar a cidade para estudar Cinema no Rio de Janeiro. Na tela, Guilherme Théo interpreta o cineasta nessa história íntima e singular. Logo no começo, o filme explica sua divisão em cinco capítulos, com prólogo, epílogo e com direito até a um entreato.
Com cores vibrantes com um quê de Almodóvar em segmentos onde Nolasco intercala vida real com ficção, e humor bem presente ora cínico, ora condescendente, além da história do diretor, o filme conta sobre a cidade e de alguns personagens que fizeram parte de suavida.
A personalidade do texto de Nolasco se revela em detalhes como a apresentação dos personagens: nome, idade e signo.

Nos capítulos iniciais o humor predomina, depois, o tom fica mais sério com “O Sorriso de Monalisa” e “A Beleza de Samuel” , o ritmo também diminui, fica mais contemplativo, mais poético.
Gosto de como o diretor é ousado ao exibir cenas de sexo explícito e integrá-las ao drama, propondo uma reflexão sobre como o dito “cidadão de bem” reina na cidade. Pequenas Tragédias é “Cinema 2”.
Texto originalmente publicado como parte da cobertura da “50ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo”





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