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CRÍTICA | SOL DE INVERNO "A delicada dança entre o gelo e o amadurecimento"

Créditos Divulgação
Sol de Inverno Créditos Divulgação

Os Jogos Olímpicos de invernos 2026 que está acontecendo em Milão na Itália trouxe a primeira medalha inédita para o Brasil com o atleta Lucas Pinheiro Braathen no esqui alpino


Além de outras grandes surpresas hoje 16/02 o casal de atletas do Japão Riku Miura y Ryuichi Kihara conseguiram a medalha de ouro na Patinação Artística, além de quebrarem o recorde mundial em uma performance histórica na competição em duplas e trago para vocês a minha crítica do filme japonês Sol de Inverno e que tem como pano de fundo a patinação artística um filme belo de um esporte igualmente belo e grandiosomas bem complexo e de dificil execucão


Riku Miura y Ryuichi Kihara - Créditos Divulgação
Riku Miura y Ryuichi Kihara - Créditos Divulgação

A beleza da patinação no gelo muitas vezes admiramos e torcemos principalmente nas competições de inverno e também nas olimpíadas de inverno que acontece de tempos em tempos e ainda sim podemos nos sentir mais por dentro se vermos algumas séries e filmes ou se jogarmos o game Mario e Sonic nas olimpíadas de inverno e escolhemos nossos jogadores e as melhores músicas, Esses personagens inclusive são japoneses Mario e Sonic e são sucesso mundial


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O Japão inclusive é ótimo em dezenas de esportes de forma geral e não seria diferente com a patinação no gelo que trazem grandes atletas tais como a dupla Miura Riku e Kihara Ryuichi


Observar a inocência e o crescimento dentro de um esporte tão classudo como difícil que é a patinação artistica


Em Sol de inverno nós somos inseridos a uma história que gira em torno desse esporte classico e que me parece majestoso. Porém aqui vemos a introdução de um menino chamado Takuya que a principio penderia para outro esporte o hockey mas por ser muito distraído e desastrado acaba adentrando na patinação artistica por acaso mas descobre na pista da patinação no gelo uma paixão inesperada quando assiste aos treinamentos e coreografias da jovem Sakura (Kiara Takanashi) uma jovem compenetrada e que quer ser uma nova estrela em ascencão. se Atento ao interesse do menino, o treinador Hisashi Arakawa (Sôsuke Ikematsu), decide acolhê-lo e treiná-lo como parceiro da sua aluna prodígio, Sakura.  A partir desta premissa aparentemente simples e cotidiana vemos não somente o desabrochar desses jovens como também laços profundos se formando entre treinador e atletas


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O cineasta Hiroshi Okuyama registra a beleza e delideza de encontros e escolhe um caminho mais gentil para mostrar a patinação artistica como pano de fundo do filme e são treinamentos e coreografias lindas de quem com esforço, constância e com um treinador/mentor  Hisashi Arakawa (Sôsuke Ikematsu) que sabe acolher e incentivar os atletas em formação que vamos percorrendo o caminho do longa inclusive o diretor mencionou que ele queria evitar desenvolver uma trama típica de filmes de esporte e cair no típico clássico do ‘professor espartano e seu pupilo que tem dificuldade para estar à altura e que o prório diretor teve inspiração em um professor da sua infância para criar a figura do treinador vivido por Ikematsu.


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“Quando criança, aprendi a patinar com um treinador muito gentil. Era mais fácil me manter fiel à imagem que eu conhecia”, afirmou. “Ao mesmo tempo, o treinador Arakawa é um personagem que escrevi para Sōsuke Ikematsu. Pensando sobre o personagem que combinaria com ele, naturalmente cheguei nesse homem empático e carinhoso com crianças, que também carrega uma forma de resignação em relação à vida, atrelado a um sentimento de rejeição pela sociedade.” - afirma o diretor

As tomadas das coreografias e treinamentos s;ão belíssimas e por muitas vezes parece acalmar a quem vê em cena e ainda com uma trilha sonora lindissima com muitas sendo tocadas por pianos clássicos e ainda trazendo uma fotografia que mescla branco gélido com a camada do brilho do dia trazendo um reflexo iluminado pelo sol de inverno inclusive o diretor tambem é o diretor de fotografia do longa.


Sakura a principio sente um certo ciúmes de Takuya mas acaba percebendo que ele realmente gosta da patinação e que se antes ele ainda nao tinha se encontrado nos esportes o treinador parece ter encontrado uma joia escondida

uma coisa que acho fascinante que diretores japoneses tenham um timing tão bom de escalar e dirigir criancas sejam em longas ou séries e esse filme não é diferente trazendo boas atuações de Kiara Takanashi e Keitatsu Koshiyama como Sakura e Takuya o filme também tras o seu próprio drama envolvente a vida particular do treinador. e como isso acaba modificanco e alterando parte da relação que ele adquiriu com seus pupilos mesmo que a conexão e a mentoria tenham sido tão profundas


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E da mesma maneira que o diretor foge dos clichês em relação a treinadores tiranos ou a treinamentos espartanos ou uma história de superação apoteotica ele tras um pouco mais de humanidade ao também abordar tema como conflitos e as relações sociais apesar de que acredito que poderia ter um pouco mais de envolvimento e profundidade em tocar em temas como homossexualidade e o que ainda é visto pela sociedade e como a patinação artistica está intrisencamente conectada não só como pano de fundo mas também como protagonista do filme


Sol de Inverno é um filme belo que merece ser visto ainda mais com os jogos de inverno acontecendo esse ano e tanto o Japão como o Brasil brilhando no lugar mais alto do pódio dos Jogos Olímpicos


FICHA TÉCNICA


Direção: Hiroshi Okuyama


Roteiro: Hiroshi Okuyama


Fotografia: Hiroshi Okuyama


Montagem: Hiroshi Okuyama


Música: Yoshinari Sato


Ano: 2024


País: Japão, França


Duração: 90 minutos


Elenco: Keitatsu Koshiyama, Kiara Takanashi, Sôsuke Ikematsu, Ryuya Wakaba, Maho Yamada


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