Crítica | The Fox Sisters (2026)
Dirigido e roteirizado por Wagner de Assis, com Jamie Hughes, Sionne Elise e Marie McHugh

Em 1848 na cidade de Hydesville, Nova York, duas irmãs começam a escutar batidas na casa onde é sugerido que há algum tipo de manifestação de espíritos que desejam secomunicar. Mais tarde são acusadas de bruxaria e são obrigadas a se mudar, junto com a irmã mais velha. Surgia alí o que seria definido como “espiritualismo moderno”.
Em um contexto no qual indivíduos vulneráveis, imersos no luto por entes queridos, abdicam da racionalidade, as irmãs Fox emergem como um canal para o restabelecimento de um último contato. No entanto, o filme revela-se conflituoso na condução de sua direção e de seu roteiro.
Enquanto a narrativa inicialmente retrata os fenômenos como uma farsa sistemática e uma exploração monetária de indivíduos fragilizados — sobretudo após a irmãmais velha vislumbrar o potencial lucrativo da suposta habilidade das caçulas —, a direção frequentemente transita para uma chave de validação sobrenatural.

Além das batidas iniciais, o longa introduz elementos de eventos paranormais, como a levitação de mesas, materializações de ectoplasma e vozes do além.
Por outro lado, quando acerta, faz bem em salientar o vínculo das irmãs mais novas e um distanciamento da irmã mais velha, como em uma cena em que é posta desfocada entre as duas irmãs, num ponto central, como se fosse uma barreira que as dividisse.
Peca também na montagem, explico, existe uma técnica de edição chamada efeito Kuleshov, que mostra duas imagens separadas e o cérebro humano dá um significado, no filme em uma cena onde é preciso mostrar uma súbita paixão, o diretor repete sete vezes um plano e contra plano num intervalo de dois minutos.

A mensagem é passada incessantemente, a cena fica muito explicativa.
Fraude pela fraude, o diretor encerra dando certo crédito às irmãs ao sugerir que a primeira manifestação espiritual seria, anos depois, de fato comprovada.
A escolha entra em choque com tudo o que havia sido construído anteriormente, já que o filme passa boa parte de sua narrativa tratando os fenômenos como fraude e exploração financeira.
Ao alternar entre desmistificar as irmãs e validar a possibilidade do sobrenatural, o filme acaba adotando uma abordagem contraditória, que enfraquece a própria leitura que vinha construindo.
confira o trailer
Elenco
Jamie Hughes como Leah Fox
Sionne Elise como Maggie Fox (Adulta)
Marie McHugh como Kate Fox (Adulta)
Sienna Belle como Maggie Fox (Adoslecente)
Julia Svacinna como Kate Fox (Adolescente)
Daniela Galli como Margaret Fox
Logan Keeler como Charles Redfield
Freddie Hoghan como Elisha Kane
Brian Townes como Daniel Underhill
Geoffrey Russell como Elia Capron
Nathalia Garcia como Mary Capron
Philip Cruise como John Fox
Lara Olivia Scott como Mary Redfield
Gustavo Pace como Isaac Post
Talita Maia como Amy Post
Vicente Coelho como Ferdie Fox (Criança)
Bernardo Alves como Henry Fox (Criança)
Vitor Figueiredo como Ferdie Fox (Adulto)
Rafael Coimbra como Henry Fox (Adulto)
André Torquato como Charles Livermore
Rael Barja como George Taylor
Lua Blanco como Sarah Taylor
Peter McHugh como Dr. Langworthy
João Velho como Frederick Whittlesey
Helga Nemetik como Mãe do Elisha
Ole Erdmann como Pai do Elisha
Ficha técnica
Produtores Associados - VALERIA TRAUER, PATRICIA KAMITSUJI, MARIA CAROLINA MCHUGH, IVONETE LEITE, GLORIA JOHNSON, MARIA INES DAL BORGO, GUSTAVO SAMPAIO
Direção de Fotografia - JANICE D'AVILA ABC, DAFB
Som Direto e Desenho de Som - PC AZEVEDO
Supervisão de Efeitos Visuais - ENRICO GUARISCHI
Coordenação de Pós-Produção - PEDRO SILVEIRA
Direção de Arte - CLARA ROCHA
Figurino - RÔ NASCIMENTO
Caracterização - JOANA SIEBEL
Direção de Elenco - VIVIANE ÁVILA, ENRICO CALLADO
Edição - GUSTAVO SAMPAIO
Produção Executiva - PIMENTA JR
Trilha Sonora - TREVOR GURECKIS
Produção - RICHARD ÁVILA
Produção, Roteiro e Direção - WAGNER DE ASSIS





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