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Filme “Grande Sertão”, de Guel Arraes, será exibido hoje no Festival de Tallinn, na Estônia

Longa é uma adaptação do clássico da literatura brasileira “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa


Grande Sertão”, de Guel Arraes
Grande Sertão”, de Guel Arraes

O longa-metragem “Grande Sertão”, dirigido por Guel Arraes, que também assina o roteiro ao lado de Jorge Furtado, será exibido hoje no 27º Tallinn Black Nights Film Festival, na Estônia, onde concorre na categoria Critics' Picks (Escolha da Crítica) e onde teve sua première mundial, na última sexta-feira, com a presença do produtor Manoel Rangel, da diretora de 2ª unidade e produtora artística Flávia Lacerda e do ator Luis Miranda, que interpreta Zé Bebelo no filme. Produzido pela Paranoïd Filmes em coprodução com a Globo Filmes e com distribuição da Paris Filmes, o longa tem lançamento nacional previsto para maio de 2024.

Protagonizado por Caio Blat (Riobaldo) e Luisa Arraes (Diadorim), "Grande Sertão" é uma adaptação para o cinema da obra literária de Guimarães Rosa. Transpondo o universo da violência dos jagunços do sertão para o território das organizações criminosas da periferia urbana de uma comunidade brasileira, em um tempo indeterminado, o longa ainda traz no elenco nomes como Rodrigo Lombardi (Joca Ramiro), Eduardo Sterblitch (Hermógenes), Mariana Nunes (Otacília) e Luellem de Castro (Nhorinhá). A história, narrada em tom épico, segue a trajetória de Riobaldo, professor que ingressou no bando por amor a Diadorim.

Iniciado em 1997 em Tallinn, capital da Estônia, o Tallinn Black Nights Film Festival, também conhecido como PÖFF, é um dos maiores festivais de cinema do norte da Europa e uma das plataformas regionais mais movimentadas da indústria. Em 2014, a mostra conseguiu o credenciamento da FIAPF (Federação Internacional da Associação dos Produtores de Filmes) e desde então entrou na categoria A dos festivais. Sua 27ª edição vai até o dia 19 de novembro.


SINOPSE: Numa comunidade da periferia brasileira chamada Sertão, a luta entre policiais e bandidos assume ares de guerra e traz à tona questões como lealdade, vida e morte, amor e coragem, Deus e o diabo. O professor Riobaldo entra para a organização criminosa de Joca Ramiro por amor a Diadorim, mas nunca tem coragem de revelar sua paixão. A história, narrada por ele, é marcada pela presença de um personagem cuja verdadeira identidade é um mistério, Diadorim, que se torna seu grande amigo e lhe desperta sentimentos complexos. As batalhas da grande guerra do Sertão entre os bandidos e os policiais liderados por Zé Bebelo e com o demônio Hermógenes rondando, fazem Riobaldo lidar com dilemas morais e éticos enquanto busca entender seu lugar no mundo e sua própria natureza.

ELENCO

Caio Blat (Riobaldo)

Luisa Arraes (Diadorim)

Rodrigo Lombardi (Joca Ramiro)

Eduardo Sterblitch (Hermógenes)

Luis Miranda (Zé Bebelo)

Mariana Nunes (Otacília)

Luellem de Castro (Nhorinhá)

FICHA TÉCNICA

Produção: Paranoïd Filmes

Coprodução: Globo Filmes

Distribuição: Paris Filmes

Roteiro: Guel Arraes e Jorge Furtado

Direção: Guel Arraes

Produtores: Manoel Rangel, Egisto Betti e Heitor Dhalia

Direção – 2ª Unidade/Produtora Artística: Flávia Lacerda

Direção de Fotografia: Gustavo Hadba

Direção de Arte: Valdy Lopes Jn.

Montagem/Edição: Fabio Jordão

Trilha Original: Beto Villares

Produtor Associado: Edson Pimentel

Produção Executiva: Adriana König, Carol Scalice e Luciano Salim

1ª Assistente de Direção: Kity Féo

Produtor de Elenco: Alonso Zerbinato

Diretor de Produção: Paulão Costa

Técnico de Som: Martín Grignaschi

Edição de Som: María Florencia Gonzalez Rogani

Mixagem: Lucas Meyer

Figurino: Cao Albuquerque e Diana Leste

Maquiagem: Cleber de Oliveira

VFX: Eduardo Schaal, Guilherme Ramalho, Hugo Gurgel

Patrocínio: Empiricus

Realização: Ancine

Apoio: Projeto Paradiso

Adaptação da obra literária "Grande Sertão: Veredas", de João Guimarães Rosa - gentilmente cedido por Nonada Cultural Ltda. – copyright

GUEL ARRAES | Diretor e roteirista

Cineasta e ex-diretor da TV Globo, responsável por programas como TV Pirata, Programa legal e Comédia da vida privada, seu primeiro longa-metragem para cinema na realidade foi uma versão condensada da minissérie que dirigiu para a TV, inspirada na peça de Ariano Suassuna, “O Auto da Compadecida” (2000). O filme se tornou o campeão de bilheteria do ano, com mais de dois milhões de espectadores, e lhe rendeu o prêmio de melhor diretor no Grande Prêmio Cinema Brasil. Nascido em 1953, filho do político Miguel Arraes, viveu exilado com sua família na Argélia. Começou sua carreira em Paris, no Comitê do Filme Etnográfico dirigido por Jean Rouch, considerado um mestre do cinema-verdade. Dirigiu documentários de curta-metragem em super-8 e também o média “Barbes Palace” (1979), em parceria com Ricardo Lua. Também dirigiu peças de teatro, e uma de suas montagens se transformou em seu terceiro longa-metragem, “Lisbela e o prisioneiro” (2003), adaptação do texto de Osman Lins. Desde então, concilia sua atuação como diretor de TV com a de cineasta. 

FLÁVIA LACERDA | Diretora – 2ª Unidade/Produtora Artística

Flávia Lacerda é pernambucana, nascida em Recife. Formada em Cinema e Etnologia pelas universidades de Paris 8 e Paris 7, na França. Mora no Rio desde 1998, quando fez assistência de direção no seu primeiro trabalho na Globo: “O Auto da Compadecida”. Em 20 anos de profissão, às vezes escreveu, às vezes dirigiu ou codirigiu séries, novelas e especiais, entre eles: “Sexo Frágil”, “O Programa Novo”, “Belíssima”, “Negócio da China”, “Natal do Pequeno Imperador”, “Dó-Ré-Mi- Fábrica”, “Tudo Novo de Novo”, “Clandestinos”, “Insensato Coração”, “Louco Por Elas”, “Amor Te Amo”, “Chapa Quente”, “Mister Brau”, “A Fórmula”. No cinema, recentemente codirigiu o “Grande Sertão Veredas” e deu consultoria de direção para “Medida Provisória”, “O Debate” e “Beleza da Noite”. 

JORGE FURTADO | Roteirista

Com extensa trajetória em Cinema e TV, é um dos mais importantes roteiristas e diretores do país. Nascido em Porto Alegre, produziu seus primeiros curtas “O dia em que Dorival Encarou a Guarda” (Sundance), “Barbosa” (Festival de Havana) e o premiado “Ilha de Flores” (Festival de Berlim).

Na década de 90 iniciou seu trabalho como roteirista para TV, assinando títulos como “Comédia da Vida Privada”, “A Invenção do Brasil”, “Cidade dos Homens”, “Ó Pai, Ó”, “Decamerão”, “Doce de Mãe” (Prêmios Emmys), “Nada será como antes”, “Mister Brau”, “Sob Pressão” e “Todas as mulheres do mundo”.

Em 2002, Jorge Furtado estreou como diretor do longa-metragem “Houve Uma Vez Dois Verões”; Em seguida, “O Homem Que Copiava” (200l), “Lisbela e o Prisioneiro” (2003), “Meu Tio Matou um Cara” (2005), “Saneamento Básico” (2007), “Homens de Bem” (2011), “O Mercado de Notícias” (2014), “Quem é Primavera da Neves” (2017), entre outros.

MANOEL RANGEL | Produtor

Produtor e cineasta, formado pela USP. É produtor dos longas “Quando Falta o Ar” (melhor documentário no É Tudo Verdade 2022), “A Batalha da Rua Maria Antônia” (melhor filme no Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro 2023), “Dr. Gama”, “O Debate” e da série “DNA do Crime”, a ser lançada na Netflix em 14 de novembro. Desde 2018, é diretor executivo na Paranoïd Filmes à frente da área de negócios, desenvolvimento e produção de séries e filmes, com todas as principais plataformas de VoD e distribuidoras nacionais do mercado. Foi assessor especial do Ministro da Cultura Gilberto Gil e do Secretário do Audiovisual Orlando Senna entre 2004 e 2005. Liderou a criação e aprovação da lei que criou o FSA, da lei de cotas de produção brasileira independente na TV paga e da lei que criou o programa "cinema perto de você" e reforçou a proteção do mercado publicitário nacional. Foi Diretor-presidente da ANCINE por 10 anos, de 2006 a 2017 e Secretário Executivo da CAACI – Iberoamérica de 2011 a 2017.

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