CRÍTICA | O PRIMATA “Quando o carinho vira pesadelo”
- Lagoa Nerd
- há 26 minutos
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Crítica por Camila S.
Quem conhece o terror clássico de Cujo (Stephen King) sabe que nada é mais aterrorizante do que um animal movido por fúria cega e uma inteligência inesperada. É exatamente nessa trilha de sangue que este filme caminha.

Acompanhamos Ben, um chimpanzé de estimação criado por uma família comum, porém, o carinho dá lugar ao pesadelo quando Ben contrai raiva após uma mordida. O que se segue é uma transformação perturbadora: o "melhor amigo" se transforma em uma máquina de matar.

Embora a premissa flerte com o clichê do "grupo de adolescentes em perigo", o longa entrega uma execução criativa e tensa. O diretor utiliza o cenário de forma muito interessante, transformando ambientes familiares em armadilhas mortais que nos mantêm em uma tensão constante.

Para os entusiastas do gênero, as mortes são bem produzidas e o gore é generoso e realista.

Mesmo com as decisões questionáveis dos personagens — um clássico do gênero que aqui podemos perdoar facilmente — a experiência é eletrizante. O Primata não é apenas mais um filme de monstro; é um exercício de sobrevivência que com certeza vale o seu ingresso.


