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Crítica | O Morro dos ventos Uivantes : A Releitura Ousada que Vai Dividir Opiniões

critica por Fabrício Belvederes


O Morro dos ventos Uivantes
O Morro dos ventos Uivantes

Através dos anos, O Morro dos Ventos Uivantes tem sido considerado pela crítica especializada um dos maiores clássicos da literatura inglesa, tendo sido adaptado diversas vezes para os meios audiovisuais. A história de Heathcliff e Cathy vem encantando gerações, e era natural que uma nova adaptação do livro de Emily Brontë chegasse aos cinemas para apresentar uma nova visão desse amor tão conturbado.


A trama acompanha Cathy (Margot Robbie), que na infância conhece Heathcliff (Jacob Elordi), um órfão acolhido pelo pai da garota como parte da família. Com o passar dos anos, ele se torna membro da casa localizada no Morro dos Ventos Uivantes — um lugar frio e inóspito, mas que ainda guarda sua beleza.


Ao longo do tempo, Cathy e Heathcliff desenvolvem uma conexão profunda que rapidamente evolui para um amor impossível, tendo a diferença de classe como principal obstáculo. Cathy precisa pensar no próprio futuro, e um casamento com Heathcliff — um pobre órfão e trabalhador da propriedade — poderia lhe trazer apenas sofrimento, especialmente com a fortuna da família diminuindo gradativamente.

O Morro dos ventos Uivantes
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Heathcliff, por sua vez, não consegue esconder a paixão que sente por Cathy e só pode lamentar ao vê-la ser engolida por um mundo de luxo, dinheiro, vestidos elegantes e joias caras que ele jamais poderia oferecer.


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Essa história, que povoa o imaginário de leitores ao redor do mundo desde 1847, apresenta um enredo repleto de camadas, explorando a tênue linha entre a paixão e a raiva — e o que acontece quando o amor é colocado à prova pelas circunstâncias. Agora, tudo isso ganha uma roupagem moderna nas mãos da diretora Emerald Fennell.


É interessante observar um enredo tão conhecido — inclusive ensinado nas escolas do Reino Unido — receber uma versão ousada e distinta das adaptações anteriores. Emerald Fennell apresenta O Morro dos Ventos Uivantes com um visual que combina o gótico, criando uma atmosfera densa e sensual. Já é uma marca da diretora explorar a energia sexual em suas narrativas, e aqui o erotismo é trabalhado com precisão para adicionar um tom diferente à obra de Emily Brontë, tornando o filme mais único, real e palatável.


O Morro dos ventos Uivantes
O Morro dos ventos Uivantes

A fotografia é belíssima de um jeito marcante, e merecem aplausos também os figurinistas do filme. Do casaco mais simples ao vestido mais sofisticado, os profissionais responsáveis pelo figurino conseguem combinar o ultrapassado traje vitoriano com uma leve pitada de high-tech. As atuações, por sua vez, são construídas de forma que pode causar estranhamento inicialmente devido ao tom exagerado e teatral, mas que rapidamente encontra ritmo e torna a experiência cada vez mais envolvente.


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Uma coisa é certa: o filme deve causar estranhamento nos fãs do livro. Não se trata de uma adaptação fiel às páginas originais; está mais para uma releitura moderna que aproxima o clássico de um público mais jovem e entusiasmado. Prova disso não é apenas a presença de Emerald Fennell — que conquistou muitos espectadores com Saltburn — mas também a marcante trilha sonora assinada pela estrela pop Charli XCX.


O Morro dos ventos Uivantes
O Morro dos ventos Uivantes

Ainda que desagrade aos mais conservadores e irrite os fãs mais fiéis do romance, transformar O Morro dos Ventos Uivantes em uma versão inovadora e arrojada funciona de maneira bastante positiva. Este filme, em particular, certamente ampliará a legião de admiradores que Cathy e Heathcliff conquistaram ao longo dos anos


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